O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), em Florianópolis, enfrenta um grave quadro de superlotação, levando pacientes a registrar reclamações e vídeos sobre demoras que chegam a oito horas para serem atendidos.
Uma denúncia encaminhada ao Grupo ND relata uma noite inteira de espera, citando casos de pessoas que aguardavam desde as 14h até as 22h. Segundo o relato, alguns pacientes desistiram da chamada por causa da demora. “Isso é a vergonha que nós passamos no HU”, afirma a denúncia.
Rosângela, que enviou uma mensagem ao programa Balanço Geral, da NDTV RECORD, contou que sua mãe, de 83 anos, esperou nove horas pelo atendimento no HU há um mês, e depois aguardou mais oito horas para ser internada com desnutrição e desidratação severas.
O portal ND Mais procurou o HU-UFSC para comentar o assunto, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações da instituição.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a situação dos corredores do hospital, com pacientes acomodados em macas e cadeiras, evidenciando a superlotação.
Em meio à crise, o Conselho Universitário da UFSC aprovou na terça-feira (14) a renovação do contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU Brasil) pelos próximos 20 anos, garantindo a continuidade da gestão e do financiamento do HU-UFSC. A decisão ocorreu um dia antes do término do contrato anterior, que expiraria na quarta-feira.
A nova minuta contratual foi elaborada após um processo participativo com Comissão de Avaliação, consulta pública e audiência pública, e contou com a aprovação da universidade.
A assinatura do novo acordo foi impulsionada por uma contraproposta enviada pela HU Brasil em 7 de julho, incorporando sugestões da UFSC e esclarecendo quais alterações seriam mantidas para a gestão futura do hospital.
O relator do processo, Rui Daniel Schroder Prediger, destacou que a contraproposta representou avanços em relação às versões anteriores, permitindo o prosseguimento das negociações e garantindo a adoção das diretrizes aprovadas pelo Conselho Universitário durante a execução do contrato.
Apesar da renovação contratual, a superlotação e as longas esperas no HU-UFSC continuam sendo um desafio para a saúde pública em Florianópolis, com pacientes relatando situações de extrema vulnerabilidade.
Fonte: ND+


























