No sétimo dia consecutivo de operações militares americanas contra o Irã, os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de bombardeios aéreos na tarde desta sexta-feira (17). O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou, por meio de suas plataformas oficiais, que a ação teve início às 15h no horário da costa leste (16h em Brasília).
De acordo com comunicado militar, os ataques têm como objetivo “continuar a redução da capacidade bélica iraniana”. O CENTCOM, no entanto, não detalhou quais alvos foram atingidos nem a magnitude das incursões.
Mais cedo, uma usina de dessalinização de água no Kuwait foi atingida por um ataque iraniano, provocando princípios de incêndio. O governo kuwaitiano solicitou que a população reduza o consumo de eletricidade em meio ao calor extremo do verão, com previsão de 46 °C para o dia.
O Ministério de Eletricidade, Água e Energia Renovável do Kuwait confirmou danos em unidades geradoras de energia elétrica durante a ofensiva, acrescentando que as chamas foram controladas rapidamente.
Desde o recrudescimento das hostilidades entre Teerã e Washington no início do mês, o Kuwait tem sido um dos alvos mais frequentes do Irã. As usinas de energia e dessalinização do país já haviam sido atacadas anteriormente, inclusive em abril.
Além do Kuwait, forças iranianas bombardearam Omã, Jordânia e Catar entre a madrugada e a manhã de sexta-feira. No Catar, uma criança foi ferida por estilhaços provenientes de um míssil interceptado.
No Iraque, um ataque com mísseis e drones contra um grupo curdo-iraniano resultou na morte de nove combatentes, conforme relato de um representante da organização.
O conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, oficial de alta patente da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), advertiu os EUA de que uma “ofensiva em larga escala” será desencadeada caso Washington prossiga com os bombardeios. Em declaração à emissora estatal IRIB, Rezaei afirmou: “Se os ataques dos EUA continuarem por mais dois ou três dias, entraremos em uma fase de operações ofensivas em grande escala.”
O comandante acrescentou que “nenhuma fronteira política estará segura contra as forças ofensivas do Irã” e defendeu que os Estados Unidos devem pagar reparações financeiras pelos supostos ataques a infraestruturas civis — alegação negada pelo governo americano.
Diversos países árabes condenaram as ofensivas iranianas contra aliados dos EUA na região. O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait manifestou “forte condenação às recentes agressões iranianas repreensíveis” contra Bahrein, Catar e Jordânia, classificando os ataques como “ameaça direta à segurança de seus povos”.
O Catar, que atuou como mediador nas negociações entre Washington e Teerã, pediu “um retorno sério ao diálogo e às negociações” e a retomada de “entendimentos alcançados por meio de esforços diplomáticos”. Os Emirados Árabes Unidos criticaram veementemente o ataque iraniano no Iraque, alertando que a ação representa “violação flagrante da soberania da República do Iraque e do Curdistão iraquiano”.
O chanceler da Jordânia condenou os “ataques iranianos brutais” como “violação flagrante do direito internacional” e alertou para uma “escalada perigosa” em toda a região. Até o momento, autoridades norte-americanas e iranianas não dão sinais de recuo.
Fonte: CNN Brasil

























