Santa Catarina fechou o mês de junho com saldo positivo de 808 novas contratações formais, número bem inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram abertas 6.321 vagas. Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, nesta quarta-feira.
No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, o estado contabilizou 63.169 novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse resultado coloca Santa Catarina na quarta posição nacional em geração de empregos, porém representa uma retração de 21,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando foram criadas 80.381 vagas.
O setor industrial foi o principal motor da geração de empregos no primeiro semestre, com um saldo de 36.606 novas vagas. Dentro desse segmento, a indústria de transformação contribuiu com 25.388 oportunidades, enquanto a construção civil gerou 11.218 postos.
O setor de serviços também apresentou desempenho positivo no período, com a abertura de 26.639 vagas. Já o comércio registrou um saldo de 136 novas contratações. Por outro lado, a agropecuária fechou o semestre com perda de 212 postos de trabalho.
Analisando apenas o mês de junho, a indústria de transformação foi responsável por 777 novas vagas, seguida pela construção civil, que abriu 368 postos. O comércio contribuiu com 305 oportunidades, e os serviços, com apenas 35. O agronegócio, por sua vez, eliminou 677 empregos no mês.
Os números indicam uma desaceleração no ritmo de contratações em Santa Catarina, reflexo de desafios econômicos como as altas taxas de juros e as tarifas internacionais. Apesar disso, a indústria mantém seu papel de destaque como principal impulsionadora do mercado de trabalho catarinense.
Entre as cidades mais populosas do estado, Joinville liderou a geração de empregos no semestre, com 7.503 novas vagas. Na sequência aparecem Itajaí (4.796), Blumenau (3.007), Chapecó (2.864), Lages (1.365), Florianópolis (771) e Criciúma (254).
No cenário nacional, o primeiro semestre de 2026 registrou a criação de 921,64 mil empregos formais. Esse volume representa uma queda de 25% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas mais de 1,23 milhão de vagas.
Fonte: NSC Total


























