Um tatuador investigado por estupro e que estava foragido da Justiça foi preso na tarde de quinta-feira (30), em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação foi realizada em conjunto pelas Polícias Civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Comarca de Torres (RS) no fim da tarde de quarta-feira (29).
O caso ganhou repercussão após a irmã do suspeito fazer uma denúncia pública. Em seguida, diversas mulheres relataram, por meio das redes sociais, que também teriam sido vítimas do tatuador, com acusações de estupro, assédio, cárcere privado e outras formas de violência. Posteriormente, um novo boletim de ocorrência motivou a abertura de um inquérito policial sobre um fato ocorrido no ano passado.
Após a expedição da ordem judicial, equipes da Delegacia de Polícia de Torres iniciaram as buscas pelo investigado. Com o compartilhamento de informações entre os estados, policiais da Delegacia de Polícia de Camboriú localizaram e prenderam o homem em território catarinense.
A operação contou com a participação do Serviço de Inteligência, da Seção de Investigação e do Cartório Especializado de Atendimento à Mulher da Delegacia de Polícia de Torres, além da equipe da Delegacia de Polícia de Camboriú.
Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Em vídeo divulgado após a prisão, o delegado Marcos Vinicius Muniz Veloso, titular da Delegacia de Polícia de Torres, afirmou que uma página criada recentemente no Instagram reuniu relatos de mulheres sobre o investigado.
“Recentemente, nas últimas semanas, tivemos uma página criada no Instagram, em que havia vários relatos de várias vítimas sobre o indivíduo, vítimas de violência doméstica”, afirmou o delegado.
Ao comentar a prisão, Marcos Vinicius atribuiu o resultado ao trabalho conjunto das polícias civis dos dois estados: “Tivemos o êxito, agora, de efetuar a prisão do indivíduo, graças à parceria que nós temos com a Polícia Civil de Camboriú.”
O delegado destacou ainda a importância da integração entre as forças de segurança para o desfecho positivo da operação. Ele ressaltou que as investigações continuam em andamento para apurar todos os relatos e punir os responsáveis.
A prisão representa um avanço no caso, que ganhou grande repercussão nas redes sociais, com dezenas de mulheres compartilhando experiências de violência. A Polícia Civil reforça que as vítimas podem procurar as delegacias para registrar denúncias, garantindo sigilo e apoio.
O suspeito, que já era conhecido no meio tatuador, teve a identidade preservada inicialmente, mas a divulgação de sua prisão serve de alerta para a sociedade sobre a gravidade dos crimes de violência contra a mulher e a importância das denúncias.
Fonte: ND+


























