FIM PRÓXIMONovo apagão deixa Cuba sem energia e agrava crise no setor elétrico

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Um novo colapso no sistema elétrico de Cuba deixou toda a ilha, com mais de 10 milhões de habitantes, sem fornecimento de energia na noite deste domingo (2). O apagão foi confirmado pela União Elétrica de Cuba (UNE), que informou que equipes técnicas já trabalham para restabelecer o serviço.

De acordo com a UNE, duas unidades da termelétrica Energas Boca de Jaruco foram sincronizadas à rede nacional como parte dos esforços para religar o sistema. Apesar disso, as autoridades ainda não divulgaram uma previsão oficial para a normalização completa do fornecimento de eletricidade em todo o país.

Este é o quarto apagão de grandes proporções registrado em Cuba em um curto intervalo de tempo. Em julho, outros três colapsos no sistema elétrico nacional já haviam sido contabilizados, evidenciando a gravidade da crise energética que assola o país caribenho.

A situação é reflexo de uma infraestrutura elétrica antiga e sucateada, aliada à escassez de combustíveis necessários para operar as termelétricas. A falta de insumos tem sido apontada como um dos principais fatores que impedem a manutenção adequada das unidades geradoras.

Especialistas destacam que a crise é agravada por fatores externos, como o endurecimento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Segundo informações da agência Reuters, o governo americano, sob a administração de Donald Trump, ampliou as restrições ao comércio de petróleo com Cuba, o que impacta diretamente o abastecimento de combustível na ilha.

Diante desse cenário, o governo cubano anunciou recentemente uma abertura gradual do setor energético. Pela primeira vez, foi autorizada a participação de capital estrangeiro na importação de combustíveis, e cerca de 200 empresas cubanas foram habilitadas para atuar na distribuição atacadista desses produtos.

A população cubana, no entanto, continua enfrentando cortes diários de energia e longos períodos de apagões, que afetam desde o funcionamento de hospitais e escolas até o acesso a serviços básicos como água potável e comunicação. A expectativa é de que as medidas anunciadas ajudem a amenizar o problema no médio e longo prazo, mas, por enquanto, a rotina dos cidadãos segue marcada pela incerteza.

Fonte: ND+

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