Após um primeiro turno marcado por instabilidade e resultados irregulares, o Avaí iniciou o segundo turno da Série B com a necessidade de uma recuperação quase perfeita para evitar a queda à Série C. Porém, o início do returno está longe das pretensões alviverdes. Com duas derrotas consecutivas, a calculadora voltou a ser usada pelos torcedores para projetar os riscos do clube na competição.
O Leão da Ilha foi superado pelo Juventude por 1 a 0, na rodada 20, disputada no estádio Alfredo Jaconi. No duelo mais recente, ocorrido nesta terça-feira (11), o time catarinense perdeu para o CRB pelo mesmo placar, na Ressacada. Com isso, o clube ficou dois jogos sem marcar gol, evidenciando as dificuldades ofensivas.
Atualmente, o Avaí está cinco pontos atrás do Ceará, que é o primeiro time fora da zona de rebaixamento. Segundo levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), após o encerramento da 21ª rodada, a equipe possui 65,6% de probabilidade de descenso para a terceira divisão. Esse índice coloca o clube como o terceiro mais provável a cair, atrás de América-MG (97,7%) e Ponte Preta (99,36%).
Na disputa direta contra o rebaixamento, o Londrina, que aparece na 17ª posição, apresenta 62,2% de risco de queda. Os números são expressivos e mostram a gravidade da situação para as equipes que estão no Z-4. Entre os times que ainda estão fora, o Ceará tem 26,1% de probabilidade, seguido por Cuiabá com 15,7% e Náutico com 14,4%.
Após a derrota para o CRB, o técnico Allan Aal, em entrevista coletiva, comentou sobre o momento complicado do clube e destacou o principal desafio que enfrenta desde sua chegada. Segundo ele, as dificuldades passam mais pela questão emocional do que técnica ou tática.
“A dificuldade que enfrentamos em alguns momentos é muito mais mental do que técnica e tática. Mas a chegada de jogadores experientes ajuda no fortalecimento do grupo, que antes era muito jovem. O maior desafio está em queimar etapas, correr contra o tempo e manter o equilíbrio emocional, algo muito difícil”, afirmou.
Além da parte mental, o treinador ressaltou a importância de os atletas lidarem com a pressão e com a necessidade de reagir rapidamente na tabela. A comissão técnica busca alternativas para reverter o quadro e afastar o risco de descenso.
O ambiente na Ressacada é de preocupação, mas ainda há pontos em disputa. O Avaí terá pela frente uma sequência de jogos que pode definir seu futuro na competição. A equipe precisa melhorar seu desempenho, principalmente no setor ofensivo, para sonhar com a permanência.
As projeções da UFMG também indicam que as demais equipes na parte de baixo da tabela têm cenários distintos. Enquanto Ponte Preta e América-MG têm quase certeza de queda, o Avaí ainda pode se salvar, mas dependerá de uma reação imediata e de resultados paralelos.
Fonte: ND+


























