ECONOMIAEconomia brasileira cresce 0,3% no 2º trimestre, mas perde ritmo

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A expansão da atividade econômica no Brasil perdeu fôlego entre abril e junho deste ano. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou alta de 0,3% no segundo trimestre, em comparação com o período de janeiro a março. Esse resultado é bem inferior ao avanço de 1,0% observado no primeiro trimestre, quando a economia mostrou maior vigor.

O levantamento, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV Ibre), mostra que, já em junho, houve uma retração de 1,1% na atividade em relação a maio, já descontados os efeitos sazonais típicos de cada época do ano. Apesar disso, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o nível de atividade subiu 1,9%. No acumulado de 12 meses, a expansão chega a 1,8%, e no segundo trimestre, ante igual período de 2025, o crescimento é de 1,7%.

Para a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, a desaceleração atingiu praticamente todos os setores produtivos: agropecuária, indústria e serviços. A única exceção foi o consumo das famílias, que conseguiu manter o mesmo ritmo de crescimento observado no início do ano, sustentando a atividade econômica.

No detalhe, o consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2025. Esse desempenho foi puxado por todos os seus componentes, com destaque para os serviços e os bens duráveis, que tiveram as maiores contribuições para o resultado positivo.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e construções, apresentou aumento de 1,6% no mesmo comparativo. No entanto, houve queda nas máquinas e equipamentos, enquanto a construção e outros itens ampliaram suas taxas de crescimento.

No comércio exterior, as exportações cresceram 4,5% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2025. Apesar disso, o ritmo foi mais fraco do que o observado desde meados do ano passado. O resultado contou com o desempenho positivo de serviços, produtos agropecuários e bens intermediários, mas a indústria extrativa mineral registrou queda.

As importações, por sua vez, avançaram 5,7% no período, impulsionadas principalmente por serviços e bens de consumo. Em contrapartida, as compras externas de bens intermediários e de produtos da extrativa mineral diminuíram no período.

O Monitor do PIB-FGV também estima que o PIB totalizou R$ 6,5 trilhões em valores correntes no primeiro semestre de 2026, com a taxa de investimento em 18,5% no segundo trimestre. O indicador, calculado mensalmente pela FGV, segue a metodologia das Contas Nacionais do IBGE.

Fonte: Revista Oeste

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