O empresário Pablo Marçal, recém-filiado ao PRTB e oficialmente candidato à Presidência da República, participou de sua primeira sabatina após o anúncio. Durante a entrevista veiculada pela Brasil Paralelo, ele foi questionado sobre sua visão a respeito dos demais concorrentes na corrida eleitoral. Aproveitou o espaço para enviar uma mensagem direta ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, mesclando elogios com duras críticas à aliança política firmada por ele.
Marçal reconheceu o histórico administrativo de Caiado à frente do estado goiano, classificando-o como o segundo melhor governador da história local. Contudo, ponderou que o envolvimento do presidente do PSD, Gilberto Kassab, na articulação da candidatura teria sido um fator decisivo para enfraquecê-la. Para o empresário, a influência de Kassab sobre Caiado é perceptível e compromete a imagem do postulante.
“Mas a decisão de ter o Kassab fazendo você de marionete, eu acho que destruiu sua candidatura. Destruiu”, declarou Marçal, enfatizando que a parceria política teria causado danos irreversíveis à campanha do governador. Ele também sugeriu que o eleitorado enxerga com clareza essa relação de dependência, ao afirmar que “o povo não é bobo” e que percebe Kassab como uma espécie de tutor político de Caiado.
Apesar das críticas, Marçal fez questão de ressaltar que não se trata de um ataque pessoal. “Caiado, nada pessoal. Não estou te atacando. Você sabe o respeito que eu tenho por você”, disse, antes de sugerir que o governador poderia desempenhar um papel relevante em um eventual governo seu. Nesse contexto, ele vislumbrou para Caiado a função de ministro da Justiça, área em que acredita que o gestor teria competência para atuar.
As declarações foram dadas em meio a explicações sobre sua permanência na disputa presidencial, mesmo com o avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. Marçal comentou que o senador vem crescendo e que o presidente Lula parece ter atingido seu teto eleitoral. Segundo ele, Flávio Bolsonaro demonstra potencial de expansão, enquanto a candidatura lulista patina.
Questionado sobre por que não apoiar Flávio Bolsonaro em vez de concorrer ao Planalto, Marçal justificou sua estratégia: evitar que a eleição seja definida já no primeiro turno. Ele argumentou que, quanto mais fragmentado o cenário, menores as chances de alguém vencer a disputa de forma antecipada. Para ele, uma polarização com poucos candidatos poderia beneficiar Lula, caso o senador desidratasse durante a campanha.
Marçal destacou que sua postura visa exatamente ampliar o leque de opções e impedir uma vitória precoce do atual presidente. Ele defendeu que “o primeiro turno é uma eleição que não se divide voto” e que é preciso reduzir a probabilidade de definição antecipada. O empresário entende que sua presença na corrida contribui para manter a disputa em aberto até o segundo turno.
A entrevista completa foi disponibilizada no canal da Brasil Paralelo, que também aproveitou o espaço para reforçar seu modelo de financiamento por assinaturas. O veículo se apresenta como independente e afirma não receber recursos públicos, contando exclusivamente com o apoio de seus membros para sustentar suas operações jornalísticas.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias
























