A cidade de Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul, promove uma ação cultural que une tradição e memória. Trata-se da oficina “Estrela Cofrinho”, uma iniciativa que busca resgatar e valorizar a história da comunidade marisqueira local. O projeto utiliza o artesanato como ferramenta de preservação cultural e fortalecimento da identidade das famílias que dependem da atividade pesqueira artesanal.
A oficina é realizada com moradores que têm vínculo direto com a pesca de mariscos, especialmente mulheres e jovens. Durante os encontros, são compartilhadas histórias, técnicas e saberes que passam de geração em geração. A proposta é que cada participante confeccione seu próprio cofrinho em formato de estrela, símbolo que remete à estrela-do-mar, espécie comum na região e que integra o imaginário local.
Além da parte prática, a atividade inclui rodas de conversa e apresentação de relatos de vida. Os participantes são convidados a lembrar como eram os antigos mutirões de coleta de mariscos, as dificuldades enfrentadas e as conquistas alcançadas ao longo dos anos. Essas memórias são registradas e passam a fazer parte de um acervo que será preservado.
O projeto é uma parceria entre a prefeitura municipal, por meio da secretaria de cultura, e associações de pescadores locais. Também conta com o apoio de voluntários e educadores sociais. A oficina ocorre em espaços comunitários, como escolas e salões paroquiais, facilitando o acesso dos moradores e incentivando a participação de diferentes gerações.
Com a atividade, os organizadores esperam fortalecer o sentimento de pertencimento e destacar a importância da pesca artesanal para a economia e a cultura de Torres. A expectativa é que a experiência sirva de modelo para outras comunidades litorâneas que buscam preservar suas origens.
A oficina “Estrela Cofrinho” também chama atenção para a sustentabilidade, ao reutilizar materiais como caixas de leite e retalhos de tecido na confecção das peças. Dessa forma, une memória afetiva, criatividade e consciência ambiental, proporcionando uma atividade educativa e integradora.
Para os participantes, o principal ganho é a oportunidade de ver reconhecido o trabalho de suas famílias. Muitos afirmam que a oficina reavivou lembranças importantes e estimulou o diálogo entre avós, pais e filhos sobre a herança marisqueira.
A ação integra um calendário mais amplo de eventos culturais do município, que pretende dar visibilidade às tradições locais e fomentar o turismo comunitário. Ao final da oficina, é realizada uma exposição com as peças produzidas, aberta ao público, fortalecendo ainda mais o vínculo entre a comunidade e visitantes.
Fonte: Pref. Torres


























