Aos 21 anos, herdeira da WEG é a bilionária mais jovem do
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ECONOMIAAos 21 anos, herdeira da WEG é a bilionária mais jovem do mundo e pode ter renda anual superior a R$ 100 milhões

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A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a pessoa bilionária mais jovem do mundo, segundo a revista Forbes. Seu patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão, aproximadamente R$ 5,7 bilhões pela conversão utilizada pela publicação na divulgação do ranking. Mas, ao contrário do que a expressão “bilionária” pode sugerir, isso não significa que a jovem possua bilhões de reais depositados em bancos. A maior parcela da fortuna está relacionada à participação societária que possui na WEG, multinacional fundada em Jaraguá do Sul em 1961.

Segundo a Forbes, Amelie é proprietária de aproximadamente 2% da companhia, o que a coloca entre os maiores acionistas individuais da WEG. Ela não ocupa cadeira no Conselho de Administração e também não exerce qualquer função executiva na empresa. A origem dos bilhões remonta ao avô, Werner Ricardo Voigt, que fundou a WEG em parceria com Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. Amelie é filha de Cladis Voigt Trejes, que transferiu parte de suas ações para os filhos Amelie, Pedro e Felipe. Foi a extraordinária valorização da WEG ao longo das últimas décadas que transformou percentuais aparentemente pequenos da empresa em fortunas bilionárias.

Outro aspecto pouco explorado da história é a discrição de Amelie. A Forbes informa que ela reside em Florianópolis e é solteira. Não existem informações públicas suficientemente documentadas sobre qual universidade frequenta ou frequentou, seu curso superior ou eventual atividade profissional fora da WEG. O cuidado é importante porque informações sobre outros jovens integrantes da família Voigt frequentemente acabam sendo atribuídas equivocadamente a Amelie. Até o momento, o que está efetivamente documentado é que a jovem acionista mantém uma vida distante da exposição pública, não administra a empresa que originou sua fortuna e não desenvolveu uma carreira pública como empresária ou influenciadora.

Essa talvez seja uma das questões mais interessantes e menos abordadas sobre o patrimônio da jovem. A WEG informa oficialmente que distribuiu em 2025 aproximadamente R$ 5,714 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos seus acionistas. Considerando exclusivamente a participação de 2% atribuída a Amelie pela Forbes, uma conta proporcional indicaria uma participação econômica potencial de aproximadamente R$ 114,3 milhões em um ano, o que equivale a cerca de R$ 9,5 milhões mensais. Mas há uma ressalva fundamental: isso é uma estimativa matemática, não uma informação sobre quanto Amelie efetivamente recebeu. A estrutura de propriedade das ações, datas de aquisição, eventuais holdings familiares, tributação, juros sobre capital próprio e outras estruturas patrimoniais podem alterar substancialmente o valor efetivamente recebido pela jovem.

O mesmo princípio vale para os R$ 5,7 bilhões atribuídos à catarinense. Esse dinheiro não está necessariamente disponível para consumo, pois seu principal patrimônio são ações. Consequentemente, quando as ações da WEG sobem na Bolsa, Amelie pode ficar dezenas ou centenas de milhões de reais mais rica em um único dia. Quando caem, pode perder valor patrimonial na mesma proporção — mesmo sem realizar qualquer operação financeira. Em 27 de agosto de 2026, a própria Forbes ainda calculava sua fortuna em aproximadamente US$ 1,1 bilhão e registrava oscilações diárias conforme a movimentação do mercado. A história da bilionária mais jovem do planeta, portanto, começa muito antes de seu nascimento e tem origem em Jaraguá do Sul, numa empresa fundada há 65 anos que se transformou em uma das maiores multinacionais industriais brasileiras.

Fonte: Redação

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