Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado Federal. A avaliação é que o parlamentar precisa se dedicar integralmente à apresentação de esclarecimentos sobre sua menção nas investigações que envolvem o Banco Master.
A decisão final, conforme fontes próximas, caberá ao próprio presidente e ao senador. Integrantes do governo, sob condição de anonimato, admitem que o afastamento poderia ter ocorrido antes, evitando que o Palácio do Planalto fosse arrastado para o desgaste político provocado pelo caso.
A expectativa no Executivo é que Wagner torne públicas as explicações sobre a quantia em dinheiro encontrada em um imóvel ligado ao líder governista. A operação policial, batizada de Compliance Zero, cumpre mandados de busca e apreensão e investiga supostas irregularidades envolvendo o senador.
Investigações da Polícia Federal apontam que Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master. Em uma das linhas de apuração, há registro de cobrança feita pelo enteado do senador a um gestor da instituição financeira, com a frase: “Amanhã vence os boletos”.
A PF também investiga se o parlamentar recebeu R$ 3,5 milhões e um apartamento de luxo localizado em Salvador, na Bahia. Além de Jaques Wagner, outras pessoas, como Augusto Lima, são alvos da nona fase da operação Compliance Zero.
Em nota oficial, a defesa do senador Jaques Wagner afirmou que ele não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar, segundo a assessoria, acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém confiança na condução delas.
A defesa esclareceu ainda que o apartamento mencionado nunca fez parte do patrimônio do senador e que ele nega qualquer atuação em favor do Banco Master ou de outra instituição financeira. Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informou que o montante é resultado de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.
Por fim, a nota reitera que o senador Jaques Wagner permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.
Fonte: G1
























