Em um movimento que agita o cenário político, dois candidatos filiados ao partido Novo manifestaram publicamente suporte à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, antecipando o apoio para o primeiro turno das eleições de 2026. A decisão contou com a chancela de Romeu Zema, pré-candidato do Novo ao Palácio do Planalto, conforme informações obtidas pela CNN Brasil.
A primeira a se posicionar foi Marina Helena, que concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo. Ela revelou que, antes de tornar o apoio público, consultou Zema e obteve sua autorização. Em entrevista à CNN Brasil, Marina explicou: “Questionei o Romeu Zema, líder da minha legenda, antes de anunciar. Optei por isso porque precisamos afastar o Lula já na primeira rodada de votação”.
Marina Helena também fundamentou sua decisão na configuração atual do Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que é preciso evitar a nomeação de mais ministros alinhados ao governo petista. “Não podemos arriscar a entrada de mais quatro Dinos no STF”, declarou, referindo-se ao ministro André Mendonça? A candidata ainda citou decisões recentes da Corte que, segundo ela, interferiram em liberdades digitais. “Em 2022 e 2024, censuraram as redes sociais e chegaram a suspender o X. Tememos o que podem fazer entre o primeiro e o segundo turno para nos impor mais quatro anos de Lula”, afirmou.
Além de Marina, outro nome do Novo deve seguir o mesmo caminho: Sebastião Coelho, que disputa uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal, também sinalizou que apoiará Flávio Bolsonaro já no primeiro turno. A movimentação ocorre no mesmo dia em que Zema declarou, em entrevista à Jovem Pan Campinas, que apoiará Flávio em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Quem estiver contra o PT terá meu apoio”, afirmou Zema, confirmando que manteria a posição caso o adversário de Lula fosse Flávio.
Segundo apuração da CNN Brasil, Zema tem se aproximado de Flávio Bolsonaro nos últimos dias, e membros do Novo articulam um apoio mais abrangente ao candidato do PL já na primeira etapa do pleito. Essa estratégia visa concentrar votos na direita desde o início, evitando riscos de uma disputa acirrada no segundo turno.
Fonte: CNN Brasil


























