2027 DIFÍCILCEO da Galápagos: próximo governo terá ano fiscal desafiador

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O presidente da Galápagos Capital, Marco Antônio Bologna, afirmou que o próximo ocupante do Palácio do Planalto herdará uma conjuntura econômica complexa, com pressões fiscais, taxa de juros em patamar elevado e incertezas no cenário global. A declaração ocorreu durante evento em São Paulo na terça-feira (9), que contou com a presença do apresentador da CNN Internacional, Richard Quest.

Segundo Bologna, independentemente do vencedor do pleito de 2026, o ambiente para a gestão das contas públicas e o desempenho da economia será adverso. Ele destacou que a manutenção da Selic em torno de 15% deve perdurar, com redução lenta e aquém da necessidade do país. “Espero que não haja novos aumentos, mas o ritmo de queda não será o desejado”, pontuou.

Em conversa com a CNN, o executivo reiterou as observações de Richard Quest sobre as pressões exercidas pelo mercado e pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, que podem influenciar a trajetória dos juros americanos. Para Bologna, o contexto internacional continua a pesar sobre o Brasil.

“Do ponto de vista geopolítico, enfrentamos grandes obstáculos. Há muitos ventos contrários vindos de fora. Internamente, temos uma disputa eleitoral acirrada, que gera polarização. O mesmo problema global se manifesta aqui, porém de forma mais intensa, com uma taxa de juros beirando os 15%”, analisou.

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O CEO expressou preocupação com o impacto dos juros altos sobre o setor produtivo. Na visão dele, a principal consequência pode ser a piora das condições financeiras das empresas e a retração dos investimentos, o que agrava o cenário de atividade econômica já fragilizada.

Fonte: CNN Brasil

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