A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, formalizou nesta segunda-feira (3) duas representações junto a órgãos oficiais solicitando a investigação do vazamento de informações classificadas como sigilosas que integram o inquérito que apura supostas irregularidades no INSS. As petições foram encaminhadas ao Ministério da Justiça e à Corregedoria da Polícia Federal.
Nos documentos protocolados no último domingo (2), os advogados do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alegam que dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático de investigados no âmbito da operação Farra do INSS foram indevidamente divulgados e passaram a circular fora do processo judicial. Segundo a defesa, essas informações teriam sido repassadas a terceiros sem autorização legal.
Os advogados citam como exemplo uma reportagem do colunista Thomas Traumann, publicada no jornal O Globo, na qual se afirmava que a campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, estaria planejando divulgar áudios de conversas entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do ex-presidente. A defesa considera que o vazamento tem finalidade política clara, uma vez que Flávio Bolsonaro é adversário direto do pai de Lulinha nas eleições presidenciais.
Na petição enviada ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, os advogados pedem que a pasta exerça sua função de supervisão sobre a Polícia Federal. O documento sustenta que a situação evidencia uma possível falha institucional na custódia de provas sigilosas, o que poderia comprometer a integridade da investigação.
Já na representação apresentada à Corregedoria da PF, os defensores solicitam a abertura de processo administrativo disciplinar para identificar os responsáveis pelo acesso, extração, cópia ou compartilhamento indevido dos dados. A defesa também sugere medidas como a preservação dos registros de acesso aos arquivos, a identificação dos agentes que tiveram contato com o material e, se necessário, a realização de buscas e apreensões para recolhimento de provas.
As petições foram apresentadas após a defesa de Roberta Luchsinger ter feito pedidos semelhantes às autoridades competentes, requerendo a apuração da origem dos vazamentos e a punição dos envolvidos. As duas defesas atuam em conjunto nesse quesito, demonstrando preocupação com a preservação do sigilo e com a legalidade do processo investigatório.
Procurados, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal ainda não se manifestaram oficialmente sobre o pedido de apuração. A expectativa é de que os órgãos analisem as representações e tomem as providências cabíveis para esclarecer os fatos e garantir o cumprimento das normas vigentes.
Fonte: Metrópoles

























