A nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 3, revela uma redução significativa na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. O levantamento, realizado a dois meses do primeiro turno, indica um cenário mais competitivo do que o registrado nas rodadas anteriores.
No confronto direto entre os dois candidatos, Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 45%. A diferença, que era de quatro pontos percentuais na pesquisa anterior, caiu para apenas um ponto, configurando empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Esse é o menor índice de distância já registrado pelo instituto nas simulações de segundo turno desde o início da série histórica. O resultado representa uma boa notícia para o senador, que vem ganhando espaço nas pesquisas eleitorais.
Diante de outros adversários, Lula mantém vantagem. Contra Romeu Zema (Novo), o presidente tem 46% contra 40%. Em um eventual embate com Ronaldo Caiado (PSD), Lula soma 46%, enquanto Caiado aparece com 42%. Já contra Renan Santos (Missão), o petista marca 47% e o empresário, 37%.
No cenário estimulado do primeiro turno, Lula também lidera, com 41% das intenções de voto, um ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior. Flávio Bolsonaro cresceu quatro pontos, chegando a 37%, e reduziu a vantagem do presidente para quatro pontos percentuais.
Os demais pré-candidatos seguem com percentuais menores: Ronaldo Caiado tem 5%, Renan Santos, 4%, e Romeu Zema, 3%. A pesquisa reforça a polarização entre os dois líderes, que concentram a maior parte das intenções de voto.
Apesar da aproximação, Lula ainda mantém indicadores favoráveis. Metade dos entrevistados (50%) afirma que poderia votar no presidente, enquanto 47% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. A rejeição dos dois candidatos aparece empatada, com 49% cada, pela primeira vez desde abril.
Os números sugerem que, embora o senador tenha recuperado espaço, o presidente ainda possui margem competitiva em aspectos que podem influenciar a decisão do eleitor durante a campanha. A evolução desses indicadores será determinante para definir os rumos da disputa.
O levantamento BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02874/2026.
Fonte: Diário do Brasil Notícias


























