COLIGAÇÃOPodemos decide hoje sobre apoio a Flávio Bolsonaro e vice na chapa

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O Podemos realizará, nesta segunda-feira, uma reunião decisiva de sua cúpula nacional para definir o rumo da sigla na eleição presidencial. O encontro, conduzido pela deputada federal Renata Abreu, presidente do partido, deve avaliar a possibilidade de apoiar formalmente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e, eventualmente, indicar um nome para a vice-presidência na chapa.

Em declaração recente a jornalistas, Renata Abreu afirmou que a decisão não será pessoal, mas construída coletivamente pela legenda. Segundo ela, o próprio partido definirá o melhor caminho, levando em conta o fortalecimento do Podemos no cenário nacional. A parlamentar destacou que está disposta a cumprir o papel que o grupo considerar adequado, inclusive o de candidata a vice, se assim for deliberado.

As falas da dirigente ocorreram durante a convenção estadual da sigla em São Paulo, realizada no último domingo, na região da Liberdade. No evento, o partido oficializou o apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas e lançou o empresário Geraldo Rufino como candidato ao Senado. O encontro serviu para alinhar as estratégias da legenda no pleito estadual, enquanto a cúpula nacional segue em negociações para o plano federal.

O cenário ganhou contornos de indefinição depois que o PP, partido da senadora Tereza Cristina, recuou do acordo para compor a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A sigla divulgou nota oficial em que declara neutralidade na corrida presidencial, o que obrigou o senador a buscar novos aliados. Diante do impasse, Flávio Bolsonaro afirmou que “tudo pode acontecer” até o dia 5 de agosto, prazo final para o fechamento das coligações.

Paralelamente, cresce a especulação de que o PL possa lançar uma chapa “puro-sangue”, sem coligação, com nomes internos. A vereadora Priscila Costa (CE) e a deputada federal Júlia Zanatta (SC) são as apostas mais fortes para compor a vice, caso essa hipótese se concretize. Essa alternativa ganha força justamente pela dificuldade de atrair partidos como o Podemos em tempo hábil.

A reunião do Podemos é vista como um termômetro para medir o apetite da legenda em integrar um projeto presidencial. Nos bastidores, há correntes favoráveis ao apoio, mas também resistências internas, o que torna a decisão complexa. A cúpula partidária busca equilibrar o interesse nacional com as alianças feitas nos estados.

Se o partido fechar com Flávio Bolsonaro, caberá ao Podemos indicar o vice, e o nome de Renata Abreu surge naturalmente como opção. A deputada, no entanto, condiciona qualquer definição ao consenso do grupo. A expectativa é que, ao final do encontro de hoje, o partido emita um posicionamento oficial sobre as alianças para a disputa presidencial.

O prazo de 5 de agosto se aproxima e as lideranças partidárias correm contra o tempo para viabilizar as coligações. A legislação eleitoral exige que os partidos registrem as chapas e alianças formais até essa data, o que torna cada reunião crucial para o desenho final da corrida ao Palácio do Planalto. O desfecho dessas negociações deve ser conhecido nos próximos dias.

Fonte: Brasil 247

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