Deputado alerta para reflexos econômicos pós-eleição e pede
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POLÍTICADeputado alerta para reflexos econômicos pós-eleição e pede demissão de professoras

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Durante a sessão plenária, o deputado Sargento Lima (PL) discorreu sobre os efeitos que as eleições de segundo turno têm provocado na economia brasileira. Segundo ele, esses sinais antecipam o cenário que a população enfrentará nos próximos anos. O parlamentar afirmou que trataria somente de temas ligados diretamente ao cotidiano das pessoas.

Lima iniciou sua fala mencionando a desvalorização do mercado acionário, que na segunda-feira (26) acionou duas vezes o mecanismo de circuit breaker — sistema que suspende as negociações na B3 quando há queda brusca dos índices. “A última vez que isso ocorreu foi na pandemia de Covid”, recordou. Ele destacou que a baixa geral dos índices alcançou 14%.

Em seguida, o deputado citou a valorização do dólar, que subiu 8%. Conforme explicou, isso significa que quem tem dívidas atreladas à moeda norte-americana pagará mais e transferirá esse custo para os preços nas prateleiras dos supermercados.

O parlamentar também chamou atenção para o fim do subsídio do diesel, de R$ 2,12 por litro, previsto para o final de novembro, o que deve encarecer os fretes. Além disso, observou que os bancos já estão elevando as taxas de juros em financiamentos. Lima atualizou ainda o número de empresas que se mudaram para o Paraguai: 340, segundo ele, atraídas por custos operacionais mais vantajosos.

Ao lembrar o Dia do Servidor Público, Sargento Lima alertou a categoria sobre os impactos das eleições: “É importante ter em mente que os salários do funcionalismo são pagos com a arrecadação de impostos”, afirmou, defendendo a necessidade de a economia girar, especialmente setores como indústria, comércio e agronegócio. “O que estamos vendo é só o começo, e ainda temos quatro anos pela frente”.

Já o deputado Jessé Lopes (PL) subiu à tribuna para relatar a queixa formal que protocolou na Secretaria de Estado da Educação, na qual solicita a demissão de duas professoras, de Orleans e Sangão. De acordo com ele, as educadoras deixaram de lado a postura profissional em razão de posicionamentos partidários durante e após o segundo turno das eleições. Uma delas teria se manifestado de forma ofensiva em redes sociais contra mães de alunos. A outra compareceu à sala de aula vestindo a camiseta da campanha do presidente Lula, o que gerou reação negativa de pais que buscavam os filhos na escola na segunda-feira (26). “Não será fácil melhorar, mas estarei fiscalizando para exigir um mínimo de moralidade”, advertiu.

Na sessão desta quarta (28), o Plenário aprovou por unanimidade a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/2026), que inclui a Orquestra Sinfônica de Lages entre as entidades culturais que podem receber apoio administrativo, técnico e financeiro do Estado. A proposta é de autoria do deputado Mário Motta (PSD) e tem a assinatura de outros 16 parlamentares. Um dos objetivos da PEC é possibilitar que a Orquestra de Lages obtenha recursos estaduais, assim como já acontece com outras entidades culturais, como a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (Osca) e o Instituto Escola do Teatro Bolshoi de Joinville. Segundo o autor, o grupo lageano “é um importante instrumento de valorização da música e de democratização do acesso à cultura, desenvolvendo atividades de difusão da música de concerto, formação musical, educação artística e aproximação da comunidade com manifestações culturais de elevado valor histórico e social”. Com a admissibilidade aprovada, a PEC retorna às comissões permanentes da Casa. Se acatada, será votada em Plenário, necessitando do apoio mínimo de 3/5 dos deputados (24 votos) para aprovação.

Fonte: Assembleia SC

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