Uma nova pesquisa do BTG/Nexus revelou que a desaprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 51%, enquanto a aprovação caiu para 46%. Esse é o maior distanciamento entre os dois indicadores desde maio, com uma diferença de cinco pontos percentuais.
No levantamento anterior, a desaprovação era de 49% e a aprovação de 48%. Nesta rodada, a reprovação cresceu dois pontos, e a aprovação diminuiu na mesma proporção. Além disso, 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
A avaliação negativa também se reflete na classificação geral do governo: 46% consideram a gestão ruim ou péssima, um avanço em relação aos 43% anteriores. Por outro lado, 37% avaliam como ótima ou boa, ante 35% na pesquisa passada, e 18% a consideram regular.
Nos últimos meses, aprovação e desaprovação andavam praticamente empatadas na série da Nexus, mas agora a distância aumentou, indicando uma deterioração na percepção da opinião pública sobre o governo.
Pela primeira vez, o levantamento investigou os motivos por trás da desaprovação. Entre os que rejeitam o governo, 62% citam a insatisfação com os resultados das políticas, ações, obras e leis implementadas. Outros 20% afirmam que a principal razão é a oposição às ideias de Lula, enquanto 13% apontam ambos os fatores. Uma parcela menor (1%) não escolheu nenhuma opção, e 3% não souberam responder.
No campo dos que aprovam o presidente, 51% dizem que a aprovação se deve à satisfação com os resultados concretos da gestão, como obras e políticas. Outros 36% apoiam principalmente por identificação com as ideias de Lula, e 7% citam as duas razões. Isso sugere que, tanto entre críticos quanto entre apoiadores, a avaliação dos resultados práticos é o fator dominante.
A pesquisa também mostra uma forte correlação entre a avaliação do governo e a intenção de voto. Entre os que aprovam Lula, 81% declaram voto nele no primeiro turno estimulado. Já entre os que desaprovam, 62% escolhem Flávio Bolsonaro, 17% optam por Augusto Cury e 6% por Ronaldo Caiado. Nesse grupo, o atual presidente registra apenas 2%.
O levantamento ouviu 2.005 pessoas por telefone entre 28 e 30 de agosto, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026. A metodologia e os dados completos estão disponíveis para consulta.
Fonte: Veja


























