Em evento realizado nesta quarta-feira (5 de agosto), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, apareceu com um acessório inusitado: um broche em formato de tesoura, pintado nas cores verde e amarela. O adereço foi exibido durante a coletiva em que foi oficializada a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu companheiro de chapa.
O objeto carrega um simbolismo direto com o discurso do candidato. A expressão “tesouraço” tem sido utilizada por ele para se referir à promessa de reduzir drasticamente a carga tributária e eliminar entraves burocráticos que, em sua visão, travam o desenvolvimento do país.
Em uma publicação feita em suas redes sociais no dia 24 de julho, Flávio já havia antecipado o tema. Na ocasião, ele afirmou que, caso vença o pleito, irá “fazer um tesouraço em tudo que atrasa o Brasil”, prometendo cortar o que considera obstáculos ao progresso nacional.
A oficialização de Gaspar como vice encerra semanas de negociações com legendas de centro e direita. Entre os cenários avaliados, estava a possibilidade de convidar um nome ligado à federação União Brasil-PP ou ao Republicanos, mas ambas as siglas recusaram integrar a chapa e declararam posição de neutralidade no pleito.
Diante das recusas, a solução encontrada foi apostar em um nome interno. Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a decisão por Gaspar já estava definida “há seis meses”, o que indica que a estratégia vinha sendo desenhada com antecedência.
A escolha de Gaspar também reverbera em outros cenários políticos. Aliados avaliam que a decisão abre espaço para articulações em Alagoas, incluindo possíveis vagas no Senado para Arthur Lira e Renan Calheiros, em um movimento que pode influenciar a correlação de forças na região.
Fonte: Poder360


























