LIBERTADORESFluminense 0x0 Rivadavia: atuação fraca gera vaias e decisão fica para Argentina

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Na noite desta terça-feira (11), o Fluminense recebeu o Independiente Rivadavia no Maracanã pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores e ficou no 0 a 0. A equipe carioca apresentou um futebol apático, sem criatividade, e viu a torcida manifestar sua insatisfação com sonoras vaias ao longo dos 90 minutos. Os argentinos, por sua vez, quase saíram com a vitória, criando as oportunidades mais claras da partida.

Com o resultado, a classificação para as quartas de final será definida apenas na partida de volta, a ser realizada na Argentina. O vencedor do confronto garante a vaga, enquanto um novo empate leva a decisão para as cobranças de pênaltis.

Durante a primeira etapa, o Fluminense teve a posse de bola, mas sem profundidade. Aos três minutos, Salas assustou Fábio com uma finalização de canhota, exigindo boa defesa do goleiro tricolor.

O Tricolor respondeu apenas com um chute de Guga de fora da área, que foi para fora. As melhores chances do time da casa só surgiram nos minutos finais. Aos 41, Soteldo driblou dois marcadores e finalizou; a bola desviou na defesa, sobrando para Hulk, que errou o alvo.

Na sequência, Martinelli recebeu de Guga e arriscou um chute cruzado, mas mandou por cima do gol de Bolcato. O intervalo chegou com o placar inalterado, e os torcedores presentes ao Maracanã vaiaram a equipe, além de xingarem o técnico Luis Zubeldía e o presidente Mário Bittencourt.

Para a segunda etapa, Zubeldía promoveu duas mudanças: Canobbio e Lucho Acosta entraram nos lugares de Rodrigo Castillo e Hércules, respectivamente. O Fluminense até melhorou a movimentação, mas o Rivadavia foi quem criou as melhores chances.

Logo aos 45 segundos, Arce lançou Bonifacio, que avançou pelas costas da defesa, mas parou em uma defesa espetacular de Fábio. Lucho Acosta, em seguida, tentou uma jogada individual, porém teve o chute bloqueado.

Aos sete minutos, Fábio voltou a salvar o Fluminense após um desvio perigoso de Guga contra o próprio gol, que quase resultou em gol contra. Aos dez, Matías Fernández acertou uma bomba de fora da área na trave; Salas pegou o rebote, mas jogou para fora.

No ataque, Hulk passou a ser o principal alvo das críticas da arquibancada. Aos dez, Lucho Acosta encontrou o atacante na entrada da área, mas ele foi desarmado. Aos 14, Hulk tentou cobrar uma falta de muito longe e mandou a bola ainda mais distante do gol, como mostra a transmissão.

As vaias se intensificaram, e Zubeldía chamou Germán Cano. Hulk deixou o campo aos 15 minutos do segundo tempo sob fortes protestos da torcida tricolor.

Aos 34, Ganso desviou de cabeça na primeira trave e exigiu grande defesa de Bolcato. No rebote, Cano apareceu livre, mas chutou para fora de canhota. Aos 42, Savarino arriscou um chute de muito longe e quase marcou um golaço, mas o goleiro argentino espalmou para escanteio.

A pressão final não foi suficiente para mudar o placar, e o apito final decretou o 0 a 0. A torcida, mais uma vez, protestou aos gritos de “time sem vergonha” enquanto os jogadores deixavam o gramado.

O Fluminense agora terá a semana para trabalhar e tentar reverter a situação no jogo de volta, na Argentina, onde decidirá o futuro na competição.

Fonte: Lance

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