POLÍTICAGilmar Mendes ironiza ministros que apoiaram Lava Jato e diz que estão ‘debaixo da cama’

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração irônica durante sua participação no programa Roda Viva, na última segunda-feira. Ao responder a pergunta do jornalista Felipe Recondo, ele disse que os ministros que apoiaram a Operação Lava Jato agora estão “debaixo da cama”. A fala ocorreu quando o entrevistador questionou se seu voto em um caso recente buscava sinalizar uma posição para futuros julgamentos.

Recondo lembrou as comparações feitas por Gilmar entre a Lava Jato e o caso Master, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro, então, ironizou aqueles que defenderam a operação, sugerindo que eles se escondem diante das consequências. A declaração gerou reações no meio jurídico e político.

Na votação sobre o pedido de libertação do pai de Vorcaro, o ministro André Mendonça, também do STF, divergiu de Gilmar. Mendonça criticou a tese defendida pelo colega e apontou que os crimes do banqueiro vão além de fraude e corrupção, envolvendo grupos armados e violência. Ele destacou a participação do bicheiro Manoel Mendes Rodrigues, que teria armas de grosso calibre e planejava matar policiais militares não alinhados a seus esquemas.

Em seu voto, Mendonça leu mensagens de WhatsApp do grupo de Vorcaro, que discutiam ameaças a pessoas de interesse do banqueiro e pediam informações sigilosas de alvos e familiares, obtidas em sistemas da Polícia Federal e de agências governamentais. Além disso, o ministro apresentou relatos de vítimas que descrevem cenas de terror, incluindo pessoas que precisaram fugir de suas casas após ameaças de morte.

O grupo criminoso era composto por policiais corruptos e integrantes do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Mendonça, que é um dos entrevistados do documentário “O Brasil Evangélico”, disponível nos canais da Brasil Paralelo, usou esses relatos para fundamentar sua posição. O embate entre os dois ministros reacendeu o debate sobre os limites da atuação do STF e as consequências da Lava Jato.

Gilmar Mendes, por sua vez, não respondeu diretamente às acusações de Mendonça, mantendo o tom irônico ao criticar os apoiadores da operação. A sessão foi marcada por tensão e divergências, refletindo as divisões internas na corte sobre temas sensíveis como corrupção e crime organizado.

Fonte: Brasil Paralelo Notícias

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