Homem é condenado a 34 anos por matar dois amigos e atear
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HOMICÍDIO QUALIFICADOHomem é condenado a 34 anos por matar dois amigos e atear fogo em casa em SC

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Um indivíduo de São Joaquim, município da Serra Catarinense, foi sentenciado a 34 anos e 4 meses de reclusão por tirar a vida de dois amigos e, em seguida, incendiar a residência onde estavam, resultando na carbonização dos corpos. A decisão judicial, proferida recentemente, também determinou que o condenado permaneça detido, sem direito de aguardar o julgamento de eventuais recursos em liberdade.

O caso remonta a setembro de 2024 e abalou profundamente a pequena comunidade local. As investigações apontam que o autor do crime e as vítimas eram amigos próximos e haviam se reunido para beber numa casa situada na localidade de Despraiado. O clima de cordialidade, no entanto, teria sido rompido por uma discussão financeira.

De acordo com o inquérito, o agressor teria exigido do proprietário do imóvel, uma das vítimas, a quitação de uma suposta pendência referente ao arrendamento de terras. O diálogo teria se tornado acalorado e, num momento de fúria, o homem atacou os dois presentes, matando-os. Em seguida, ele ateou fogo na construção, o que dificultou a perícia, uma vez que os corpos ficaram irreconhecíveis, impossibilitando a determinação exata das causas médicas da morte.

O réu respondeu por duplo homicídio, com duas qualificadoras reconhecidas pelos jurados: o uso de motivo torpe, já que a cobrança da dívida foi considerada de baixa relevância, e a vulnerabilidade da vítima, que contava com mais de 60 anos de idade. Além disso, foi condenado pelo crime de ocultação de cadáveres, prática que dificultou as investigações iniciais.

Após o julgamento, o condenado foi reconduzido ao presídio onde já se encontrava desde a época do crime, quando teve a prisão preventiva decretada. A sentença, de caráter condenatório, não o autoriza a responder o processo em liberdade, e a defesa já anunciou que deverá recorrer.

O episódio deixou marcas na comunidade de Despraiado, que ainda se recupera do choque provocado pela violência extrema. Moradores acompanharam atentamente cada etapa da investigação e da ação penal, e a expectativa era de que a Justiça fosse rigorosa. A condenação foi recebida com alívio por parte da população, que esperava uma resposta proporcional à gravidade dos fatos.

Especialistas apontam que a combinação de álcool, cobranças de dívidas e o perfil do agressor pode ter contribuído para o desfecho trágico. O caso também reacendeu o debate sobre a segurança nas áreas rurais da Serra Catarinense, onde conflitos por terras e recursos são relativamente comuns, embora raramente cheguem a esse extremo de violência.

A Justiça de Santa Catarina, por meio da Vara Criminal de São Joaquim, foi responsável pela condução do processo, que teve duração de aproximadamente dois anos até o veredicto. O réu, que já estava custodiado, agora cumprirá a pena imposta, podendo progredir para regimes menos severos apenas após cumprir os requisitos legais.

Fonte: NSC Total

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