O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, lidera uma comitiva oficial que desembarca em Assunção, capital do Paraguai, nos dias 6 e 7 de agosto. O grupo inclui o secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, e outros integrantes do núcleo econômico do estado.
A agenda inclui encontro com o vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, reunião com o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, e almoço com parlamentares, incluindo Raúl Latorre, presidente da Câmara de Deputados do país.
O secretário Paulo Bornhausen destacou que a missão busca construir parcerias com um país que vive um momento relevante de crescimento. Ele mencionou a população de 6,8 milhões de habitantes, a recente conquista do grau de investimento e o regime de maquila, que gerou exportações de US$ 1,3 bilhão em 2025.
Bornhausen afirmou que esses fatores motivaram a viagem a Assunção. Ele ressaltou a importância de estreitar relações com o país vizinho em um cenário de expansão econômica.
O contraste tributário entre Brasil e Paraguai é um dos pontos de atenção. Em 2024, a carga tributária brasileira atingiu recorde de 34,24% do PIB, conforme a Receita Federal. No Paraguai, a carga fica entre 10% e 12%, impulsionada pelo regime de maquila, que tributa apenas 1% sobre o valor agregado.
Bornhausen observou que a competitividade tributária não está sob controle do estado, mas sim do governo federal. Ele avalia que é um tema legítimo para debate nacional, mas que está além da governança estadual. O que cabe ao estado é transformar a proximidade com o Paraguai em vantagem por meio de diálogo e parceria.
A agenda econômica inclui discussões sobre corredores aduaneiros e o uso dos portos catarinenses para exportações e importações do país vizinho. Também estão previstas conversas sobre a chamada rota do milho, que conectaria o Oeste catarinense ao Paraguai.
Outros temas são a atração de investimentos, incluindo o mercado imobiliário, e a cooperação em tecnologias, especialmente para o setor agropecuário. A missão busca ampliar as relações comerciais e identificar novas oportunidades de negócios para as empresas catarinenses.
Fonte: NSC Total

























