Uma mulher de 28 anos foi resgatada após usar o gesto universal de pedido de ajuda enquanto caminhava com o ex-companheiro, depois de ter sido agredida por ele. O episódio aconteceu na cidade de Pitanga, na região central do Paraná, na tarde da última segunda-feira (3/8). O suspeito foi detido no local, porém acabou liberado no dia seguinte, após passar por audiência de custódia.
De acordo com o relato da vítima à Polícia Militar, o ex-parceiro invadiu sua residência e a atacou com socos, chutes e golpes utilizando um cabo de vassoura. As autoridades apontam que a motivação do crime teria sido uma crise de ciúmes relacionada ao atual namorado da mulher.
Depois das agressões, o indivíduo teria forçado a vítima a acompanhá-lo até a casa do atual companheiro dela, com a intenção de confrontá-lo. Foi durante esse percurso que a mulher conseguiu sinalizar discretamente por socorro, utilizando as mãos, e acabou sendo notada por pessoas que passavam pelo local em um automóvel.
As testemunhas observaram que a vítima apresentava marcas de violência, pararam o veículo e perguntaram se ela necessitava de assistência. A mulher, então, pediu que a polícia fosse acionada, e o grupo seguiu para a companhia da PM local.
O sinal universal de ajuda é realizado com a palma da mão aberta, o polegar dobrado para dentro e os demais dedos fechados sobre ele, formando um punho. O gesto surgiu durante a pandemia de Covid-19 como uma forma discreta de vítimas de violência doméstica solicitarem auxílio sem despertar a atenção do agressor.
Especialistas recomendam que, ao identificar alguém fazendo esse gesto, a pessoa tente se aproximar com cautela, conduzindo a vítima para um local seguro, como um comércio ou espaço público, e acione as autoridades responsáveis. Em casos de perigo imediato, a orientação é ligar para o número 190, da Polícia Militar.
Na delegacia, o acusado alegou que houve uma discussão entre o casal e que as agressões foram mútuas, versão contrária ao depoimento da mulher. Ela foi encaminhada a um hospital para receber atendimento médico.
No dia seguinte à prisão, o agressor foi solto após audiência de custódia. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) havia solicitado a aplicação de medidas cautelares, como a proibição de contato e aproximação da vítima, mas a Justiça concedeu liberdade provisória, impondo outras condições, como comparecimento mensal em juízo, proibição de frequentar locais com venda de bebidas alcoólicas, recolhimento domiciliar noturno e em dias de folga, além da proibição de sair da comarca sem autorização judicial.
O Metrópoles procurou o MP-PR e o Tribunal de Justiça do Paraná para comentar o caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
Fonte: Metrópoles


























