NOVA DIREÇÃONovo reitor da UFSC defende aproximação com mercado e nega ideologia

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O recém-empossado reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, afirmou que a instituição não possui uma orientação ideológica e que pretende intensificar a colaboração com o setor produtivo e a sociedade catarinense. A declaração foi dada durante participação no programa Conversas Cruzadas, da rádio CBN Floripa, na última quinta-feira.

Segundo o dirigente, a universidade deve ser um espaço de pluralidade, onde diferentes correntes de pensamento possam se manifestar, desde que haja respeito e fundamentação técnica. Ele destacou que a gestão está comprometida em garantir um ambiente de diálogo qualificado, sem radicalismos.

Nos últimos anos, a UFSC tornou-se palco de tensões entre grupos ideológicos, com relatos de estudantes e professores de orientação conservadora que se dizem silenciados por pressões informais. O novo reitor sinalizou que pretende ampliar o espaço de debate e reduzir a polarização que marcou a vida acadêmica recente.

Oliveira Júnior ressaltou a importância de a universidade se integrar às demandas regionais, oferecendo conhecimento técnico-científico para áreas como saúde, infraestrutura e educação. Ele defendeu uma postura ativa na busca por soluções conjuntas com governos e iniciativa privada.

O reitor também mencionou a necessidade de diversificar as fontes de financiamento da instituição. Além dos repasses federais, ele pretende estimular projetos de pesquisa e extensão que gerem receita própria, sem abrir mão dos recursos orçamentários garantidos por Brasília.

Outro ponto enfatizado foi a melhoria da infraestrutura do campus e a valorização do ambiente acadêmico. Para ele, uma universidade bem cuidada e acolhedora contribui para a imagem institucional e para a confiança da comunidade.

Dados apresentados pelo novo dirigente mostram que a UFSC já formou cerca de 178 mil profissionais em todos os níveis de ensino. Desses, aproximadamente 60 mil se tornaram empreendedores, criando mais de 107 mil negócios ao longo do tempo.

Esses números foram citados como evidência do perfil inovador dos egressos, o que reforça a tese de que a universidade deve estreitar laços com o ecossistema empresarial. A gestão pretende incentivar ainda mais essa vocação, criando pontes entre o meio acadêmico e o mercado.

No curto prazo, a administração central deve revisar protocolos de convivência e estimular canais de comunicação para receber sugestões da comunidade. A meta é construir uma gestão participativa, com foco em resultados concretos para a sociedade catarinense.

Oliveira Júnior concluiu reiterando o compromisso com uma UFSC mais aberta, plural e conectada com os desafios contemporâneos, sem abrir mão da excelência acadêmica que consagrou a instituição ao longo de sua história.

Fonte: NSC Total

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