MERCADOSOuro recua abaixo de US$ 4.500 com temores inflacionários e ataques no Oriente Médio

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O ouro encerrou o pregão em queda nesta quarta-feira (3), retornando para abaixo do patamar de US$ 4.500 por onça-troy. O movimento foi influenciado por receios inflacionários e pela perspectiva de aumento das taxas de juros americanas, em meio ao agravamento das hostilidades no Oriente Médio. Investidores também analisaram dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato futuro do ouro com vencimento em agosto registrou baixa de 1,17%, cotado a US$ 4.466,9 por onça-troy. Já a prata para julho recuou 2,5%, fechando a US$ 73,694 por onça-troy.

As tensões geopolíticas se intensificaram na terça-feira (2), quando Estados Unidos e Irã realizaram ataques mútuos. Os EUA bombardearam um alvo militar no Estreito de Ormuz como represália, após o Irã lançar mísseis contra o Kuwait e o Bahrein. Teerã condenou a ação norte-americana e afirmou que seus ataques são medidas de autodefesa.

Além disso, os conflitos entre Israel e o Hezbollah continuaram a pesar no sentimento do mercado. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou mais cedo que é necessário ‘desmilitarizar o Líbano’ para livrar o país da influência do Hezbollah.

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Em meio a esse cenário, os preços do petróleo voltaram a subir, aproximando-se de US$ 100 por barril, o que reacendeu as preocupações com a inflação. Segundo o Forex.com, o avanço das tensões e uma elevação ainda maior da commodity podem levar o ouro a cair para a faixa dos US$ 4 mil.

O TD Securities também apontou dificuldades para uma recuperação significativa do ouro, com os metais preciosos sofrendo impacto da inflação. A expectativa do mercado é de que o Federal Reserve (Fed) aumente as taxas de juros até o início de 2027, somada às novas tarifas propostas pelo presidente Donald Trump.

Nos Estados Unidos, o setor privado gerou 122 mil empregos em maio, segundo dados da ADP, acima das projeções. O mercado agora aguarda o relatório oficial de emprego, que será divulgado na sexta-feira (5).

Fonte: CNN Brasil

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