Uma nova pesquisa eleitoral encomendada pela Neokemp/OCP News e divulgada nesta quarta-feira (26) traz um panorama atualizado da corrida para o Senado Federal por Santa Catarina. O levantamento aponta a candidata Carol De Toni (PL) na dianteira das intenções de voto, enquanto Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) aparecem em situação de empate técnico na segunda colocação, considerando a margem de erro do estudo.
No cenário estimulado para o primeiro voto, Carol De Toni registra 25,5% das menções espontâneas, seguida de perto por Carlos Bolsonaro, que alcança 24,2%. Como a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, a diferença de 1,3 ponto entre os dois candidatos se encontra dentro do intervalo de oscilação, o que caracteriza o chamado empate técnico. O atual prefeito de Florianópolis, Esperidião Amin, aparece em terceiro lugar, com 16% das preferências.
Na sequência da disputa pela primeira vaga, o ex-deputado federal Décio Lima (PT) surge com 14,6% das intenções de voto, enquanto Antídio Lunelli (MDB) soma 7,2%. Afrânio Boppré (PSOL) registra 3,5%. Os demais candidatos que disputam uma das duas cadeiras catarinenses no Senado não alcançam 1% individualmente, segundo os dados coletados.
A pesquisa também revela uma mudança em relação às medições anteriores. No início da série histórica, em maio, Carlos Bolsonaro liderava o primeiro voto com 28,4%, enquanto Carol De Toni aparecia com 25,5%. Desde então, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma trajetória de queda, passando para 26,4% em junho, 27,7% em julho e chegando a 24,2% na atual rodada. Carol, por sua vez, sofreu uma queda acentuada em junho, quando marcou 17,4%, mas conseguiu recuperar terreno nas duas medições seguintes, chegando novamente aos 25,5% registrados inicialmente.
No segundo voto, o cenário se modifica parcialmente. Esperidião Amin lidera com 22,8% das indicações, praticamente empatado com Carol De Toni, que soma 22,4%. Carlos Bolsonaro aparece em terceiro, com 16,1%, seguido por Décio Lima, com 10,1%. Afrânio Boppré alcança 8,3%, enquanto Antídio Lunelli fica com 7,3%.
A série histórica do segundo voto mostra uma tendência favorável a Amin. Ele saiu de 18,3% em maio para 13,2% em junho, subiu para 14,2% em julho e saltou para os atuais 22,8% em agosto. Carlos Bolsonaro, ao contrário, apresenta trajetória inversa: começou a série com 21,5% e agora figura com 16,1% das menções.
Quando se somam as intenções de voto dos dois turnos, Carol De Toni assume uma vantagem mais clara. A candidata do PL alcança 47,9% da soma total, à frente de Carlos Bolsonaro, com 40,3%, e de Esperidião Amin, com 38,8%. Na sequência aparecem Décio Lima, com 24,7%, Antídio Lunelli, com 14,6%, e Afrânio Boppré, com 11,8%.
O levantamento ouviu 1.008 eleitores em 104 cidades catarinenses nos dias 24 e 25 de agosto. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.
Além dos principais candidatos, foram citados no primeiro voto Ana Lucia da Silveira Machado, com 0,4%, Joaninha de Oliveira, com 0,2%, Tulio de Amorin, com 0,2%, Carol Sant Anna, com 0,1%, Jeferson da Rocha, com 0,1%, e Marlene Soccas, com 0,1%. Marcos Dorval não pontuou.
No segundo voto, além dos líderes, Ana Lucia da Silveira Machado obteve 0,9%, Carol Sant Anna, 0,5%, Jeferson da Rocha, 0,4%, Joaninha de Oliveira, 0,4%, Tulio de Amorin, 0,4%, e Marlene Soccas, 0,3%. Marcos Dorval também não pontuou.
Na soma das intenções, Ana Lucia da Silveira Machado alcançou 1,3%, enquanto Carol Sant Anna, Joaninha de Oliveira, Tulio de Amorin e Jeferson da Rocha ficaram com 0,6% cada. Marlene Soccas registrou 0,4% e Marcos Dorval não pontuou.
Os eleitores que não souberam responder sobre o primeiro voto somaram 5,4%, enquanto os que indicaram voto em branco ou nulo totalizaram 2,6%. Para o segundo voto, os índices foram de 7,3% para não sabem e 2,7% para brancos ou nulos. Na soma das duas vagas, 12,7% não souberam responder e 5,3% optaram por branco ou nulo.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral e traz um retrato detalhado do momento atual da disputa, que tem como pano de fundo a escolha de dois representantes para o Senado e a renovação de parte do quadro político catarinense em Brasília.
Fonte: ND+


























