Varejo catarinense cresce na contramão da crise e fatura R$
🌦️ 21° Tubarão Garoa forte
Ter 🌧️ 19° 15°
Qua ☁️ 21° 13°
Qui 🌤️ 27° 13°

GESTÃO COMPETENTEVarejo catarinense cresce na contramão da crise e fatura R$ 1 bilhão

publicidade

O setor varejista brasileiro enfrenta um dos períodos mais críticos de sua história, com gigantes como Casas Bahia recorrendo à Justiça em busca de recuperação judicial para evitar a falência. No entanto, as principais empresas do ramo em Santa Catarina parecem imunes a essa turbulência, apresentando resultados que desafiam a lógica do mercado nacional.

Dados inéditos do Instituto Retail Think Tank Brasil, divulgados na última semana, revelam que o seleto grupo de varejistas catarinenses com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão não apenas manteve sua posição, mas expandiu suas operações de forma consistente ao longo de 2025. O levantamento, que elenca as 300 maiores empresas do setor no país, mostra que treze companhias do estado integram esse seleto clube.

Entre os destaques positivos, a Havan consolida sua liderança absoluta no estado, com vendas que atingiram R$ 18,3 bilhões no último ano, registrando um crescimento expressivo de 16% em relação ao período anterior. A rede, conhecida por seus megaempórios e pela figura icônica de seu fundador, mantém-se na 14ª posição do ranking nacional.

Logo atrás, o Grupo Pereira, controlador das redes Comper e Fort Atacadista, alcançou a marca de R$ 17,5 bilhões em vendas, um avanço de 14% que garantiu a 16ª colocação no cenário nacional. O grupo, sediado em Itajaí, vem ampliando sua presença tanto no varejo alimentar quanto no atacado.

A terceira posição no estado ficou com o Grupo Koch, dono das bandeiras Komprão e SuperKoch, que registrou um salto impressionante de 25% em seu faturamento, totalizando R$ 12,9 bilhões. Esse crescimento vigoroso impulsionou a empresa para a 21ª posição entre as maiores do Brasil, consolidando sua trajetória ascendente no setor.

Outras empresas catarinenses também figuram no Top 100 nacional, demonstrando a força do varejo local. A rede Giassi, com suas lojas de mesmo nome e a bandeira Combo, faturou R$ 4,49 bilhões, alta de 10%, ocupando a 55ª posição. O Angeloni, tradicional rede de supermercados, arrecadou R$ 3,89 bilhões, avanço modesto de 2%, mas suficiente para permanecer na 65ª colocação.

No segmento de farmácias, a Clamed, que opera as drogarias Catarinense, Preço Popular, Farmagora e Proformula, alcançou vendas de R$ 3,6 bilhões, número que a coloca na 68ª posição do ranking. Um fato curioso é que o resultado de 2024 da empresa não havia sido informado no levantamento anterior, o que impede uma comparação direta de desempenho.

A Passarela Supermercados, com sede em Itapema, registrou vendas de R$ 3,03 bilhões, um crescimento de 15% que a manteve na 82ª posição nacional. Já a Mundial Mix, dona das marcas Brasil Atacadista e Supermercado Imperatriz, faturou R$ 3,02 bilhões, alta de 11%, ficando logo atrás, na 84ª colocação.

O ranking também evidencia a diversidade do varejo catarinense, com presença em segmentos como materiais de construção, móveis e calçados. A Portobello Shop, especializada em revestimentos cerâmicos, manteve vendas estáveis em R$ 1,52 bilhão, assegurando a 154ª posição. As Lojas Koerich, do ramo de móveis e eletrodomésticos, surpreenderam com um avanço de 36%, um dos maiores do grupo, atingindo R$ 1,5 bilhão em vendas.

Outras empresas que completam o clube do bilhão incluem a Studio Z, com R$ 1,3 bilhão em vendas e crescimento de 13% (172ª posição), e a Rede Top, que opera supermercados e atacados, com R$ 1,17 bilhão, alta de 16% (184ª posição). Fechando a lista, a Cassol Centerlar, do setor de construção e acabamento, registrou R$ 1,03 bilhão, uma queda de 5% em relação ao ano anterior, sendo a única empresa do grupo a apresentar retração.

Esse desempenho contrasta fortemente com o cenário nacional, onde a crise econômica e as mudanças nos hábitos de consumo têm levado muitas redes tradicionais a reestruturações complexas. Segundo especialistas, a resiliência do varejo catarinense pode ser atribuída a uma gestão conservadora, forte presença regional e capacidade de adaptação às novas demandas do mercado.

Os dados compilados pelo instituto mostram que o varejo de Santa Catarina não apenas sobrevive, mas prospera, contribuindo significativamente para a economia estadual. Com a maioria das empresas do clube registrando expansão em suas vendas, o estado se consolida como um polo de força no setor, mesmo em tempos de incerteza para o comércio nacional.

Fonte: NSC Total

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade