A Ponte Anita Garibaldi, localizada em Laguna, no Sul de Santa Catarina, voltou a ter tráfego de veículos a partir deste domingo (19), mas as intervenções na estrutura ainda não foram finalizadas. Mesmo com a liberação parcial, equipes da CCR ViaCosteira, concessionária responsável pelo trecho, continuarão atuando diariamente para realizar inspeções, conduzir novas análises e definir a necessidade de reforços adicionais.
De acordo com a concessionária, a operação com apenas uma faixa liberada em cada sentido deve permanecer entre 30 e 60 dias. Nesse período, a circulação ocorrerá normalmente apenas sobre parte do trecho estaiado, enquanto equipes de engenharia seguirão trabalhando no restante da ponte.
“Nós vamos continuar os estudos para saber se vamos reforçar mais a ponte ou não. Queremos deixá-la com 110% de segurança”, afirmou o diretor da CCR ViaCosteira, Fernando de Marchi.
Apesar da autorização para retomada parcial do tráfego, a concessionária ainda não concluiu todas as análises sobre o comportamento estrutural. Segundo Marchi, as inspeções recentes mostraram que o reforço instalado em 2022 permanece intacto e que nenhum outro ponto crítico foi encontrado, além da anomalia identificada.
A empresa pretende aprofundar as investigações antes de decidir sobre novos reforços. O objetivo é encontrar uma solução definitiva para evitar que problemas futuros surjam. As equipes permanecerão monitorando toda a estrutura, verificando as cordoalhas e acompanhando o comportamento dos reforços já executados.
“Nós abrimos diversos pontos da obra de arte para verificar se esse problema era pontual ou se estava se agravando. Todos os demais pontos estavam íntegros”, explicou Marchi.
Outra etapa prevista é a recuperação das áreas abertas durante as inspeções. Para acessar as cordoalhas internas, foi necessário abrir janelas no concreto da ponte, que agora passarão por acabamento e recomposição estrutural. Será necessária a instalação de estruturas metálicas sob a ponte para permitir a execução segura desses serviços.
“Vocês vão continuar vendo movimentação na ponte. Nós vamos precisar concluir esses trabalhos enquanto seguimos realizando os estudos”, afirmou Marchi.
A concessionária ainda não identificou a causa exata do rompimento parcial dos filamentos da cordoalha encontrada na última vistoria. Segundo Marchi, não é possível afirmar quando o problema surgiu: “Nós não conseguimos identificar se essa patologia aconteceu em 2018, em 2022 ou em 2025”. Essa resposta será buscada na próxima etapa das análises, paralelamente ao funcionamento parcial da ponte.
Apesar da continuidade das obras, não há previsão de um novo bloqueio total da ponte. Marchi afirmou que os estudos realizados até agora permitem a retomada segura do tráfego em uma faixa por sentido. Uma nova interdição só será considerada se algum fato novo for identificado durante o aprofundamento das análises. “Hoje a ponte está totalmente íntegra na sua estrutura. O que estamos fazendo é atuar preventivamente para garantir que ela continue segura”, concluiu.
Fonte: ND+


























