A Prefeitura de Criciúma vai assinar nesta terça-feira (7) a Ordem de Serviço que autoriza o início das obras de restauração do Museu Histórico e Geográfico Augusto Casagrande. A cerimônia ocorrerá no próprio museu, localizado no bairro Comerciário, a partir das 10 horas.
O objetivo da reforma é melhorar as condições de preservação do acervo histórico, além de garantir mais segurança, funcionalidade e conforto para os visitantes. Serão aplicados R$ 882 mil nas intervenções.
O prefeito Vagner Espindola destacou a importância do investimento para manter viva a memória da cidade. “A restauração do Museu Augusto Casagrande representa o nosso compromisso com a preservação da história de Criciúma. Estamos investindo em um patrimônio que guarda a memória da nossa cidade e das famílias que ajudaram a construir o município. A obra vai oferecer uma estrutura ainda mais preparada para conservar esse acervo e receber os visitantes pelas próximas gerações”, afirmou.
O projeto de restauro contempla a recuperação do telhado e do assoalho, elaboração e execução de projetos arquitetônico e hidrossanitário, adequações sanitárias, implantação de acessibilidade conforme as normas técnicas, instalação de sistema de climatização, além da adequação e melhoria do mobiliário interno.
A presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, ressaltou que a obra garantirá mais qualidade ao espaço e ampliará o acesso da população ao patrimônio. “Essa obra vai proporcionar uma estrutura mais adequada para o funcionamento do museu, permitindo que o espaço continue sendo uma referência para a pesquisa, a educação e a valorização da história de Criciúma. É um investimento que beneficia toda a comunidade”, declarou.
A iniciativa integra um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o município. O acordo prevê uma intervenção ampla e integral no imóvel, com recuperação completa da edificação e de sua estrutura funcional. O TAC também inclui o tombamento de seis novos bens, como a Casa do Agente Ferroviário Mário Ghisi, a parte interna da Mina de Visitação Octávio Fontana e o Monumento das Etnias, assegurando a preservação física e proteção ao patrimônio histórico desses locais.
O prédio que abriga o museu, conhecido como “Casarão”, foi construído em 1920 e serviu de residência para o imigrante italiano Augusto Casagrande, sua esposa Cecília Darós e os 15 filhos do casal. Em 1980, o imóvel foi doado à Prefeitura de Criciúma durante as comemorações do centenário de colonização do município.
Atualmente, o museu preserva um acervo com mais de 1,3 mil peças, entre documentos históricos, fotografias, objetos de uso doméstico, mobiliário, utensílios e artefatos indígenas. Esse material registra diferentes períodos da formação econômica, social e cultural de Criciúma.
Após a conclusão da restauração, o espaço contará com uma estrutura mais moderna, acessível e adequada para a conservação do patrimônio e para receber pesquisadores, estudantes, turistas e a comunidade em geral.
Fonte: Pref. de Criciúma






















