CASO CHOCANTEJustiça decreta prisão preventiva de casal suspeito de torturar e matar menina de 10 anos na Serra Gaúcha

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A Justiça do Rio Grande do Sul converteu em preventiva a prisão em flagrante de um casal acusado de torturar até a morte uma menina de 10 anos em Canela, na Serra Gaúcha. A criança, oriunda do Suriname, vivia desde dezembro sob a guarda provisória dos suspeitos, que são imigrantes do Pará e residem na cidade desde 2000.

Na quinta-feira, dia 18, a menina deu entrada no pronto-socorro de um hospital local com desidratação severa, hipoglicemia, dores abdominais e múltiplos hematomas pelo corpo. Antes de perder a consciência, ela relatou aos médicos que vinha sofrendo agressões. Pouco depois, sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

O quadro clínico da paciente levou a equipe médica a acionar a Brigada Militar, que prendeu em flagrante o casal. O caso está sob investigação da Polícia Civil e corre em sigilo, por determinação judicial, para preservar as investigações e a identidade da vítima.

O sigilo processual se justifica por envolver uma criança e pela necessidade de proteger informações em uma fase inicial de coleta de provas e depoimentos. Nos próximos dias, os investigadores aguardam o laudo pericial do Instituto-Geral de Perícias, que examinou o corpo da menina.

A juíza Simone Ribeiro Chalela, titular da 2ª Vara Judicial de Canela, decretou a prisão preventiva horas após o crime. Em sua decisão, ela apontou a gravidade dos fatos, a vulnerabilidade da vítima e a quebra do dever de proteção por parte dos suspeitos.

Segundo a magistrada, os documentos médicos, os registros hospitalares e os relatos dos profissionais de saúde que atenderam a criança forneceram indícios suficientes para a prisão em flagrante por suspeita de tortura seguida de morte. A decisão destaca a elevada reprovabilidade da conduta e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento do processo penal.

O casal permanece detido enquanto as investigações prosseguem. A defesa dos suspeitos ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Fonte: O Sul

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