COVARDIAPadrasto que agrediu bebê com celular e puxão pode responder por tortura em SC

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O homem flagrado agredindo o enteado de 1 ano e 6 meses dentro de um carro em Palhoça, na Grande Florianópolis, pode ser enquadrado por crime de tortura. O caso ocorreu na terça-feira (30) e gerou grande repercussão.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que analisa as imagens das agressões para verificar se elas se enquadram no crime de tortura. O órgão não deu mais detalhes por enquanto, já que o processo corre em segredo de Justiça.

O padrasto foi preso em flagrante ainda no dia do ocorrido e, posteriormente, teve a prisão convertida para preventiva. Ele foi indiciado por maus-tratos, mas a tipificação pode mudar para tortura, que tem pena mais severa.

As agressões aconteceram no bairro Eldorado, em Palhoça. Imagens feitas por testemunhas mostram o homem batendo na criança com um aparelho celular e puxando-a pelos cabelos. A cena foi presenciada por pessoas que passavam pelo local, que acionaram a Polícia Militar.

A mãe do bebê, de 19 anos, não estava no carro durante as agressões. Ela contou que o companheiro a deixou em um local para atender um cliente de vendas de joias e pediu para ficar com a criança no veículo enquanto ela trabalhava.

O casal estava junto há pouco mais de um ano. A jovem disse que só viu as agressões depois, por meio dos vídeos gravados por testemunhas. Ela descreveu o momento como um pesadelo e afirmou que não há justificativa para bater em uma criança de forma tão violenta.

Após a venda, a mãe iria a uma consulta de pré-natal para acompanhar a gestação do segundo filho, que é fruto do relacionamento com o homem preso. Quando voltou ao carro, ele disse que havia discutido com a criança e que as pessoas ao redor o filmaram.

A mulher afirmou que não imaginava que ele tivesse agredido o filho, e que várias pessoas quiseram agredir o padrasto. Ela também declarou que o homem nunca demonstrou comportamento agressivo com ela ou com o enteado antes do ocorrido.

Segundo a mãe, o companheiro planejava registrar a criança em seu nome, o que indica que havia uma relação de afeto esperada. Agora, ela terá que lidar com as consequências do crime e a proteção do filho.

A Polícia Civil segue investigando o caso, e novas testemunhas podem ser ouvidas. A Justiça determinará se o suspeito responderá apenas por maus-tratos ou também por tortura, crime que prevê reclusão de 2 a 8 anos, podendo ser aumentada em razão da idade da vítima.

O caso chocou a comunidade local e reacendeu o debate sobre a violência contra crianças. Conselhos tutelares e órgãos de proteção à infância acompanham o desenrolar do processo para garantir a segurança do bebê.

Fonte: NSC Total

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