CRIME ORGANIZADOCasal e PM usam certidões de crianças mortas para fraudar RGs para facção

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) desvendou um esquema criminoso em que um casal e um policial militar fabricavam identidades falsas utilizando certidões de nascimento de crianças já falecidas. De acordo com as apurações, os documentos fraudulentos eram destinados a integrantes de facções criminosas que estavam foragidos da Justiça, permitindo que eles abrissem empresas e se ocultassem das autoridades.

A Operação Dupla foi deflagrada nesta quarta-feira (3 de junho), com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Canoas, Cachoeirinha e Porto Alegre. As ações visam coletar provas e identificar outros possíveis participantes do esquema.

Segundo o MPRS, a investigação teve origem após um cartório de Santa Catarina reportar ao Ministério Público local movimentações suspeitas. A denúncia indicava que um casal entrava em contato com o cartório e solicitava, de maneira incomum, segunda via de certidões de nascimento ou óbito de crianças.

O caso foi encaminhado ao MPRS, que iniciou diligências e descobriu que os documentos obtidos estavam sendo usados para produzir registros de identidade falsos. Esses documentos eram então repassados a foragidos de facções criminosas.

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“A partir dessa documentação, eram emitidos novos documentos e abertas empresas, principalmente no estado vizinho de Santa Catarina, para que essas pessoas pudessem se esconder. Inclusive, o casal recentemente se formou em um curso de perito criminal para atuar no ramo de falsificações”, explicou a promotora de Justiça Maristela Schneider.

As investigações apontaram que a base do esquema funcionava em Porto Alegre. A fraude era estruturada em dois núcleos: um responsável pela obtenção ilegal de dados e documentos civis, e outro que contava com a colaboração de um policial militar.

Dos cinco mandados cumpridos, três foram executados em endereços vinculados ao PM — sendo duas residências e um armário funcional localizado em um batalhão da Brigada Militar em Cachoeirinha. Os outros dois mandados foram cumpridos em uma casa e em um estabelecimento comercial ligados ao casal.

Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, computadores, documentos e registros financeiros. Além disso, foram solicitadas medidas como o afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático, interceptações telefônicas e o sequestro de bens dos investigados.

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Fonte: Metrópoles

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