Segurança volta a liderar preocupações do eleitor, aponta
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MAIOR PREOCUPAÇÃOSegurança volta a liderar preocupações do eleitor, aponta pesquisa BTG/Nexus

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A segurança pública voltou a ser o tema que mais preocupa o eleitor brasileiro, de acordo com a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta semana. O levantamento aponta que 35% dos entrevistados mencionaram o tema, somando as citações como primeiro ou segundo principal problema do país, superando saúde (30%) e corrupção (29%).

Na edição anterior do estudo, a saúde havia assumido a liderança das preocupações, mas agora a criminalidade retomou o topo do ranking. A mudança reflete uma percepção crescente da população sobre a violência e a falta de segurança no dia a dia.

Além dos três temas mais citados, outros problemas também aparecem na lista de prioridades dos brasileiros. A educação é mencionada por 17% dos entrevistados, enquanto inflação, custo de vida e preços altos somam 13% das indicações. Já a classe política é apontada por 10% como uma das principais preocupações.

Quando analisados separadamente, 19% dos participantes consideram a segurança o problema número um do país, e outros 16% o colocam como a segunda maior questão. No consolidado, o tema atinge os 35% já mencionados, o que demonstra sua capilaridade entre diferentes grupos sociais e regiões.

Com a proximidade das eleições municipais e o início do horário eleitoral gratuito, a pesquisa também avaliou a percepção sobre os pré-candidatos Lula e Flávio Bolsonaro. No quesito segurança pública, violência e criminalidade, o senador Flávio Bolsonaro é visto como mais preparado por 52% dos entrevistados, contra 40% que escolhem o presidente Lula. Outros 5% afirmam que nenhum dos dois é capaz de lidar com o problema, e 3% não souberam ou não responderam.

O senador também leva vantagem no tema corrupção, com 46% das menções, enquanto Lula aparece com 40%. Esse resultado indica que a imagem de Flávio está associada a um discurso mais duro no combate à criminalidade e à corrupção, enquanto Lula é mais lembrado por políticas sociais.

No entanto, o cenário se inverte quando o assunto são áreas sociais. Na saúde, 49% dos entrevistados acreditam que Lula é mais preparado, contra 43% que escolhem Flávio. Na educação, o presidente também lidera, com 49%, ante 44% do senador. A diferença é ainda maior em desigualdade social e pobreza: Lula atinge 51%, enquanto Flávio fica com 41%.

Em relação à inflação, preços altos e custo de vida, a disputa é bastante equilibrada. Lula é apontado por 47% como o mais capaz de resolver a questão, e Flávio aparece logo atrás, com 46%. Esse empate técnico sugere que o eleitor ainda não consolidou uma preferência clara sobre quem possui melhores condições de lidar com a economia no dia a dia.

A pesquisa também revelou que uma parcela significativa do eleitorado vê um dos candidatos como superior em todas as áreas analisadas. Para 36% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro é o mais preparado em todos os temas, enquanto 34% dizem o mesmo sobre Lula. Os demais eleitores distribuem suas avaliações de acordo com o assunto, criando um mosaico de percepções que pode influenciar a estratégia das campanhas.

A 12ª edição da pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 28 e 30 de agosto, com 2.005 pessoas em todo o Brasil. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026 e tem margem de erro de aproximadamente 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Os números mostram que, embora a segurança pública seja a maior preocupação do eleitor, a avaliação dos candidatos varia muito conforme o tema. Enquanto Flávio é visto como mais forte em segurança e corrupção, Lula se destaca em áreas sociais, o que pode moldar a reta final da corrida eleitoral.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a liderança de Flávio no principal tema de preocupação pode ser um trunfo, mas a vantagem de Lula em políticas sociais também é relevante, uma vez que esses temas historicamente mobilizam o eleitorado mais carente.

Fonte: Veja

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