Iuri Oliveira, de 20 anos, vê no campo uma oportunidade promissora para empreender e aplicar boas práticas. Ele assumiu a modernização da propriedade familiar em Urupema, dedicada ao cultivo de maçãs.
Recém-formado como técnico agrícola pelo Cedup Caetano Costa, em São José do Cerrito, Iuri recusou propostas de trabalho fora para retornar ao sítio da família. Lá, avô e pai, o único filho que permaneceu, apoiaram suas ideias inovadoras.
Para ele, produzir no campo é um legado familiar que lhe traz felicidade e vitalidade. Ele destaca a chance de introduzir novas tecnologias, algo que as gerações anteriores não tiveram devido à falta de acesso a conhecimento técnico.
A entrevista foi realizada por videoconferência via Google Meet, com conexão Starlink, evidenciando como o jovem rural pode estar conectado ao mundo. Iuri observa que muitos jovens buscam retornos financeiros rápidos, mas no campo o tempo é diferente: é preciso plantar, cuidar e torcer pela chuva.
Ele aponta vantagens emocionais, como a tranquilidade de estar com a família e a conexão com a natureza. No entanto, reclama da escassez de mão de obra e de crédito, além de defender que os recursos devem vir acompanhados de referências para produzir alimentos de qualidade.
Entre 24 e 30 de março, Santa Catarina celebra a Semana de Incentivo à Permanência dos Jovens no Meio Rural, instituída pela Lei 18.004 de 2020. A iniciativa integra políticas públicas voltadas aos cerca de 180 mil produtores rurais do estado.
Outra lei, a 19.142, criou a Política Estadual de Incentivo à Permanência de Jovens e Adultos no Meio Rural. Ela prevê educação de qualidade para filhos de agricultores, permitindo que desenvolvam projetos experimentais em suas propriedades com foco em saúde e segurança.
A proposta aproxima comunidades e instituições para avançar na educação rural, valorizando as experiências dos jovens como fontes de conhecimento. A pedagogia da alternância é um dos pilares, alternando períodos de aulas presenciais com semanas nas propriedades para manter vínculos e difundir o saber.
A conectividade no campo é garantida por infraestrutura de banda larga e telefonia móvel, essencial para a agricultura de precisão e modernização da gestão. O Fundo de Desenvolvimento Rural, instituído pela Lei 8.676/1992, apoia eletrificação, saneamento e desenvolvimento rural.
O Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural e a Lei 18.624/2023, alterada em 2024, estabelecem políticas de crédito rural, subvenção de juros (como o Pronampe Agro SC) e prazos ampliados para jovens agricultores de 15 a 29 anos.
A Política Estadual de Incentivo à Permanência de Jovens e Adultos no Meio Rural (Lei 19.142/2024) foca na capacitação técnica e no ensino voltado ao campo, com suporte educacional contínuo para a sucessão familiar.
A modernização é vista como essencial para manter o campo produtivo e atrativo às novas gerações. Dados do censo mostram que, em 1950, havia 1,2 milhão de catarinenses na zona rural e 362 mil na urbana; em 2010, a população rural caiu para 5,24 milhão, evidenciando a necessidade de estímulos.
Fonte: Assembleia SC


























