O município de Tubarão atingiu a marca de 666 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, segundo atualização do boletim epidemiológico divulgada pela Vigilância Epidemiológica nesta quarta-feira (19). O número reflete o monitoramento contínuo realizado pelas equipes de combate às endemias, que intensificam as ações de prevenção e controle.
Os dados revelam que, até o momento, foram notificados 128 casos suspeitos da doença. Desse total, nove foram confirmados como autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município. Não há registro de casos importados (alóctones), e apenas um caso permanece sob investigação. Outros 118 casos foram descartados após exames laboratoriais.
Em relação às internações, o boletim informa que duas pessoas precisaram de cuidados hospitalares em decorrência da dengue ao longo de 2026. Esse indicador reforça a necessidade de atenção permanente, já que a doença pode evoluir para quadros graves.
A distribuição dos focos pelo território municipal mostra maior concentração em áreas urbanas centrais e bairros populosos. O Centro lidera o ranking, com 73 focos identificados, seguido por Humaitá de Cima (60), Revoredo (56), Vila Moema (53), Oficinas (48) e Humaitá (48). A lista continua com Recife (43), Dehon (36), Morrotes (35), São João Margem Esquerda (32), Fábio Silva (28) e Monte Castelo (27).
Também foram mapeados focos em Vila Esperança (24), Santo Antônio de Pádua (20), São Cristóvão (15), São Martinho (13), São João Margem Direita (12), Passagem (9), São Clemente (9), Santa Luzia (5), Bom Pastor (4), Praia Redonda (4), KM 60 (3), Congonhas (3), Sertão dos Corrêas (2), Guarda Margem Direita (1), Cruzeiro (1) e Mato Alto (1).
As ações de combate ao mosquito são desenvolvidas de forma contínua pelas equipes do Núcleo de Combate às Endemias. Entre as medidas adotadas estão inspeções em áreas de maior incidência, visitas domiciliares, orientações à população, além da aplicação de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e pulverização em bairros com maior concentração de focos, seguindo critérios técnicos e epidemiológicos.
Os agentes reforçam a importância da participação dos moradores no enfrentamento à dengue. Permitir a entrada dos profissionais durante as visitas e adotar cuidados simples, como eliminar recipientes que acumulam água parada, são atitudes essenciais para reduzir a proliferação do vetor. A colaboração de todos é fundamental para conter o avanço da doença e proteger a saúde da comunidade.
Fonte: Pref. de Tubarão

























