AUDIÊNCIACNA e União Europeia discutem exigências sanitárias para exportações

Em reunião em Brasília, a CNA pediu agilidade nas negociações técnicas para reverter a exclusão do Brasil da lista de países habilitados a exportar alimentos de origem animal à União Europeia a partir de setembro.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu nesta quarta-feira (13) a embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, para discutir a implementação do regulamento europeu sobre resistência antimicrobiana, que entra em vigor em setembro.

O encontro, liderado pelo presidente da CNA, João Martins, e integrantes da diretoria, ocorreu após a divulgação, no dia 12 de maio, da lista de países habilitados pela União Europeia a exportar alimentos de origem animal ao bloco. O Brasil ficou de fora, situação que ainda depende de discussões técnicas entre as autoridades sanitárias brasileiras e europeias.

Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a decisão preocupa o setor agropecuário brasileiro. Ela afirmou que a CNA recebeu a embaixadora para discutir a implementação do regulamento e que a retirada do Brasil da lista de países habilitados a exportar para o bloco a partir de setembro é motivo de preocupação.

Durante a reunião, foram debatidas medidas para reverter a situação o mais rápido possível. De acordo com Sueme Mori, as negociações técnicas entre Brasil e União Europeia devem avançar nos próximos dias. Ela destacou que o presidente da CNA e a embaixadora debateram o que precisa ser feito para que a medida seja revertida com urgência, e que as discussões técnicas entre as autoridades sanitárias continuam e devem acelerar.

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A expectativa da CNA é de que todos os esclarecimentos exigidos pelo bloco europeu sejam apresentados pelo Brasil para evitar impactos nas exportações agropecuárias brasileiras a partir de setembro. Sueme Mori concluiu que a CNA espera que todas as informações solicitadas sejam prestadas para garantir que não haja interrupção nas exportações, e que tanto o presidente quanto a embaixadora reafirmaram a disposição de manter o diálogo construtivo e atuar de forma conjunta para assegurar previsibilidade e preservar as relações comerciais.

Fonte: CNN Brasil

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