A Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul recebeu, nesta quinta-feira (20/05), representantes da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) para tratar das dificuldades enfrentadas pelos agricultores produtores de tabaco na classificação, compra e comercialização do produto.
O presidente do colegiado, deputado Zé Nunes, criticou a compra do tabaco por um valor inferior ao proposto pelos agricultores e lamentou a ausência do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e das empresas associadas na reunião.
Diante do cenário, os agricultores realizarão um ato na próxima segunda-feira (25/05), em Santa Cruz do Sul, para pedir a valorização do trabalho das famílias produtoras. Zé Nunes destacou que o agricultor participa de várias etapas da produção e defendeu a reavaliação da remuneração da categoria.
“Precisamos respeitar quem produz e realiza essa parte tão difícil. Precisamos caminhar juntos. Se é uma cadeia produtiva, todas as partes precisam ser consideradas. Não dá para ser uma cadeia produtiva em que uma parte aprisiona a outra”, afirmou o deputado, acrescentando que as empresas são importantes para a exportação do tabaco.
Representando a Afubra, Carlos Joel da Silva informou que a entidade se reuniu com o SindiTabaco e com as indústrias para cobrar respeito e responsabilidade na compra do tabaco. Ele ressaltou que o preço pago aos produtores pelo quilo do produto está abaixo do apontado em levantamento da Afubra e mencionou o caso do tabaco tipo Burley.
“Tem produtores que estão vendendo a menos de R$ 14,00 e outros a mais de R$ 14,00. Então, é muito baixo para quem estava vendendo a R$ 23,00 ou R$ 24,00 o quilo no ano passado. A gente entende a questão do mercado e o tamanho da safra, mas está muito nas mãos da indústria”, observou.
A coordenadora da Juventude Rural da Fetag, Camila Rode, afirmou que a mobilização programada para a próxima segunda-feira busca reforçar a valorização dos agricultores e pecuaristas familiares.
“Estamos buscando reconhecimento pela classificação do tabaco produzido com qualidade pelos nossos agricultores, para que ele possa ser comprado por um preço justo, compatível com o custo de produção. É isso que estamos buscando”, sustentou.
Fonte: Assembleia RS





















