CHECK-IN OFFEUA iniciam inspeção de segurança à distância em aeroportos; entenda o projeto

publicidade

A Administração de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (TSA) iniciará em 1º de junho um projeto piloto inovador no setor aéreo. Pela primeira vez, passageiros poderão passar pela checagem de segurança longe do aeroporto e seguir praticamente direto para o portão de embarque.

O teste será realizado no Logan International Airport, em Boston, um dos aeroportos mais movimentados da região nordeste americana. O centro remoto de inspeção será instalado em Framingham, Massachusetts, a cerca de 40 quilômetros do aeroporto.

No novo sistema, os passageiros fazem check-in, entregam as malas e passam pela inspeção da TSA no centro remoto. Depois, embarcam em ônibus especiais e chegam ao aeroporto já liberados, entrando diretamente na área restrita do terminal, sem enfrentar detectores de metal, scanners corporais e filas tradicionais.

Inicialmente, apenas passageiros da Delta Air Lines e JetBlue poderão usar o serviço, para voos entre 5h30 e 16h. O transporte até o aeroporto custará US$ 9 (cerca de R$ 50), e o estacionamento no centro remoto, US$ 7 por dia, valor considerado baixo para os padrões americanos.

O trajeto de ônibus leva cerca de 45 minutos, mas pode demorar mais em horários de pico. Mesmo assim, especialistas acreditam que muitos passageiros preferirão essa opção para fugir do estresse dos terminais.

Leia Também:  EUA preparam indiciamento de Raúl Castro por queda de aviões em 1996

Nos últimos anos, aeroportos americanos enfrentam um aumento gigantesco no número de passageiros. Em 2025, a TSA bateu recordes históricos, com vários dias registrando mais de 3 milhões de viajantes passando pelos controles de segurança em 24 horas.

Muitos aeroportos foram construídos décadas atrás e já não têm espaço para expansão. Terminais lotados, congestionamentos nas áreas de desembarque e filas intermináveis viraram rotina em cidades como Nova York, Miami, Atlanta, Chicago e Los Angeles.

Autoridades americanas acreditam que transferir parte da operação para fora dos aeroportos pode aliviar esse gargalo estrutural, além de reduzir o trânsito ao redor dos aeroportos — um problema crônico em grandes cidades, onde motoristas chegam a ficar mais de uma hora tentando acessar áreas de embarque.

Outro ponto importante é a experiência do passageiro. Atualmente, muitos viajantes precisam chegar aos aeroportos com duas a três horas de antecedência para voos domésticos, especialmente em feriados. Com o novo modelo, a expectativa é tornar o processo mais rápido, previsível e menos desgastante.

A iniciativa faz parte do programa “Straight to Gate” (Direto para o Portão), autorizado para teste em oito aeroportos dos EUA, sendo Boston o primeiro grande laboratório. A operação será administrada pela Landline, empresa especializada em conexões terrestres integradas ao setor aéreo.

Leia Também:  Casal é detido ao tentar fazer sexo nos assentos de avião na Argentina

O CEO da Landline, David Sunde, afirmou que o modelo pode representar o futuro da aviação comercial, já que muitos aeroportos não têm mais espaço físico para crescer, e a única solução será levar parte da infraestrutura para fora dos terminais.

Especialistas comparam a proposta a sistemas já usados em países da Europa e do Oriente Médio, onde parte dos procedimentos aeroportuários ocorre longe dos aeroportos principais. No entanto, o modelo ainda levanta dúvidas.

Uma preocupação envolve a logística: atrasos no trânsito, acidentes ou problemas operacionais nos ônibus podem fazer passageiros perderem voos. Outra questão é a segurança. A TSA garante que os protocolos nos centros remotos serão exatamente os mesmos dos aeroportos, incluindo inspeção de bagagens, verificação de identidade e monitoramento eletrônico.

O programa será acompanhado por companhias aéreas e autoridades federais para avaliar se reduz filas e melhora o fluxo. Se os resultados forem positivos, o sistema poderá se espalhar para outros grandes aeroportos americanos nos próximos anos, especialmente onde ampliar terminais é praticamente impossível.

Para muitos viajantes, a promessa parece quase boa demais para ser verdade: chegar ao aeroporto e ir direto para o embarque sem enfrentar a temida fila da segurança. Mas nos Estados Unidos, isso já começou a sair do papel.

Fonte: Jovem Pan

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade