SEM VOOSGreve geral em Portugal paralisa voos com o Brasil

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A greve geral que ocorre nesta terça-feira em Portugal está causando impactos significativos nos voos entre Lisboa e o Brasil. O Aeroporto de Lisboa recomendou que os passageiros verifiquem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se dirigirem ao terminal, devido à paralisação.

A TAP Air Portugal informou que operará apenas 79 voos, dentro dos serviços mínimos estabelecidos para a greve. Os demais voos programados para o dia foram cancelados. A empresa está contatando os passageiros afetados para oferecer alternativas de viagem e minimizar os transtornos.

A Latam também adotou medidas de flexibilização para clientes com voos de, para ou com conexão em Lisboa entre os dias 2 e 3 de junho. Os passageiros podem remarcar suas viagens sem multa, conforme as condições da companhia, ou solicitar reembolso de acordo com as regras tarifárias da passagem.

A Azul Linhas Aéreas cancelou os voos AD8750 e AD8900, que ligam Campinas a Lisboa, previstos para terça-feira, e os voos de retorno AD8751 e AD8901, entre Lisboa e Viracopos, agendados para quarta-feira. A empresa afirmou que os clientes impactados estão sendo comunicados e que a situação é alheia à sua vontade.

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A greve foi convocada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses), uma das principais centrais sindicais do país, em protesto contra uma proposta de reforma trabalhista aprovada pelo Conselho de Ministros e enviada ao Parlamento no último mês.

A CGTP citou o aumento do custo de vida, com elevação dos preços de alimentos, energia e habitação, além dos impactos econômicos das tensões no Oriente Médio, como fatores que motivaram a mobilização. A entidade critica o chamado “Pacote Laboral” defendido pelo governo, argumentando que as medidas favorecem grupos econômicos e ampliam a exploração dos trabalhadores.

Até o momento, as autoridades portuguesas mantêm a previsão de realização da greve nesta terça-feira, enquanto companhias aéreas e operadores aeroportuários adotam medidas para reduzir os impactos aos passageiros.

No último mês, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, afirmou que o país precisa flexibilizar parte de sua legislação trabalhista para aumentar a competitividade da economia e atrair mais investimentos. Entre as medidas defendidas estão a flexibilização de limites para terceirização e a ampliação de mecanismos de banco de horas.

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Segundo Montenegro, o objetivo não é retirar direitos dos trabalhadores, mas tornar a economia portuguesa mais atrativa em um cenário internacional de instabilidade. “Não queremos retirar os direitos dos trabalhadores, mas Portugal é uma economia que, neste momento de instabilidade externa, tem tudo o que precisa para ser uma referência de estabilidade e para atrair mais investimentos”, afirmou o premiê durante uma conferência empresarial em Braga.

Fonte: CNN Brasil

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