DIPLOMACIAZelensky propõe encontro com Putin e cessar-fogo durante negociações

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O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, formalizou nesta quinta-feira (4) um convite ao presidente russo, Vladimir Putin, para um encontro presencial, por meio de uma carta pública. No documento, ele também sugere uma suspensão total das hostilidades enquanto as negociações de paz ocorrem.

As tratativas para encerrar o conflito, o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, encontram-se em um impasse. As forças ucranianas realizam ofensivas frequentes contra a Rússia e áreas sob ocupação russa como resposta aos bombardeios diários de Moscou, que tiveram início com a invasão em grande escala em fevereiro de 2022.

Na carta, considerada atípica pela forma direta, Zelensky afirma: “Sugiro que encerremos esta guerra por meio de um diálogo direto entre nós. Convido-o para uma reunião.” Kiev, segundo ele, está disposta a interromper os combates de forma integral enquanto durarem as discussões. O pronunciamento ocorreu horas antes de Putin discursar no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, evento apelidado de “Davos russo”.

Em conversa com jornalistas estrangeiros em sua cidade natal, Putin declarou que sempre esteve aberto a negociar com a Ucrânia, tomando como base os entendimentos alcançados com o ex-presidente americano Donald Trump em Anchorage, em agosto de 2025. O Kremlin exige que Kiev aceite condições políticas e territoriais, incluindo a retirada completa da região de Donetsk, no leste do país.

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O governo ucraniano rejeita tais termos, classificando-os como uma rendição inaceitável. Putin, no entanto, afirmou que um eventual acordo não impede que Moscou tenha controle integral sobre o Donbass, a região mineira que atualmente está parcialmente sob domínio russo. “Uma coisa não exclui a outra”, declarou.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que “nenhuma das partes demonstrou disposição para fazer as concessões necessárias ao restabelecimento da paz, especialmente do lado russo”. O retorno de Donald Trump à presidência dos EUA foi marcado pela promessa de encerrar rapidamente a guerra, mas a eclosão de um conflito no Oriente Médio, após uma ação conjunta americano-israelense contra o Irã, criou outra crise internacional.

Putin observou que “está claro que a administração americana precisa concentrar sua atenção nessa questão e tratá-la antes de qualquer outra”. No campo de batalha, os confrontos prosseguem. O líder russo garantiu que suas tropas avançam “em toda a linha de frente”.

Uma análise da AFP baseada em dados do Institute for the Study of War (ISW) indica que a Ucrânia recuperou cerca de 282 quilômetros quadrados de território em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área controlada pelos russos. Até alguns meses atrás, Moscou vinha ganhando terreno. Apesar do recuo, soldados russos permanecem infiltrados na maioria das regiões onde a Ucrânia retomou o controle.

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Putin também anunciou planos de fortalecer a defesa antiaérea russa. “Temos um sistema de defesa antiaérea. Sim, precisamos aprimorá-lo, reforçá-lo. E faremos isso”, disse, um dia após um ataque de drones contra instalações energéticas e militares em São Petersburgo. O presidente não descartou ampliar o uso do míssil balístico hipersônico Oreshnik para atingir cidades ucranianas, repetindo que o arsenal já foi empregado três vezes contra a Ucrânia e é capaz de transportar ogivas nucleares.

Fonte: Jovem Pan

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