LONGEVIDADEPernambucana de 115 anos é a sexta pessoa mais velha do mundo e não toma remédios

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A pernambucana Beatriz Ferreira Duarte celebrou 115 anos no último domingo (21), tornando-se a sexta pessoa mais velha do planeta, conforme validação da LongeviQuest, entidade internacional que certifica idades acima de 110 anos.

Moradora de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana de Recife, ela é atualmente a segunda brasileira mais longeva. Nascida em 21 de junho de 1911, na cidade de Moreno, Beatriz ultrapassou a marca dos 100 anos há mais de uma década e agora integra o seleto grupo de supercentenários reconhecidos globalmente.

A festa de aniversário foi reuniu familiares próximos. A filha Bernadete Duarte, de 70 anos, destacou o privilégio de conviver com a matriarca. “Ela sempre iluminou nosso caminho com a fé que tinha em Deus. A família Duarte tem uma bênção muito grande”, afirmou ao Diário de Pernambuco.

Durante toda a vida, Beatriz foi dona de casa. Casou-se com Amaro Cipriano Duarte, com quem teve oito filhos — quatro faleceram logo após o parto. O marido morreu em 1990, e em 2019 ela perdeu uma filha, Maria Auxiliadora, aos 70 anos. Atualmente, Beatriz tem três filhos vivos, sete netos, 12 bisnetos e uma tataraneta. Bernadete adiantou que em breve chegará mais um tataraneto.

Beatriz é a última remanescente entre 12 irmãos. A irmã mais nova faleceu em 2021, aos 95 anos. Apesar das perdas, a família mantém o orgulho pela longevidade da idosa.

Segundo Bernadete, o segredo da vitalidade de Beatriz está na tranquilidade. “Ela nunca foi uma pessoa desesperada, sempre manteve a calma em todas as situações. Dizia que devemos viver o dia de hoje, porque o amanhã pertence a Deus”, contou.

A rotina da centenária surpreende: ela não toma nenhum medicamento contínuo e não sente dores. Os exames de rotina nunca apontam alterações. Atualmente, Beatriz reside com a filha Dulce e conta com o auxílio de uma cuidadora.

Apesar de estar mais reservada e falar menos do que antes, Beatriz ainda demonstra traços de sua personalidade forte. A filha relatou que ela reclama quando alguém se senta em sua poltrona preferida, sinal de que mantém o espírito ativo.

Até os 104 anos, Beatriz nadava e corria, hábitos que contribuíram para sua saúde ao longo da vida. A família destaca que a fé sempre foi um pilar importante para ela.

O reconhecimento pela LongeviQuest coloca Beatriz entre as pessoas mais velhas do mundo, um feito raro que chama a atenção para os fatores que podem promover a longevidade, como genética, ambiente e estilo de vida.

Fonte: NSC Total

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