A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realiza, nos dias 23 e 24, no Auditório Deputada Antonieta de Barros, em Florianópolis, o último ciclo do Seminário de Atualização na Saúde da Pessoa com Estomia, Doença Inflamatória Intestinal e Epidermólise Bolhosa. A iniciativa, proposta pelo presidente da comissão, deputado Neodi Saretta (PT), visa melhorar o atendimento especializado e desenvolver competências específicas entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais de saúde. O objetivo é contribuir para uma assistência integral, eficiente e humanizada a pessoas que convivem com essas condições.
Participam do seminário profissionais que atuam em hospitais, maternidades, unidades de atenção primária dos municípios e demais instituições da rede estadual de saúde, além de acadêmicos de enfermagem, representantes das Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), dos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e profissionais das Gerências Regionais de Saúde envolvidos nessa área. Ao qualificar os profissionais, o evento busca oferecer ferramentas que ajudem a melhorar a qualidade de vida e autoestima dos pacientes, além de garantir assistência segura, de alta qualidade e alinhada às melhores práticas clínicas. A capacitação também visa contribuir para a reabilitação e reinserção social dos pacientes, promovendo autonomia e bem-estar.
De acordo com a gerente de Habilitações e Redes de Atenção da Secretaria de Estado da Saúde, Jaqueline Reginatto, a atualização dos profissionais é fundamental para qualificar o atendimento em todas as regiões catarinenses. “Esse evento é importante para capacitar e orientar os profissionais, principalmente da atenção primária, mas também da rede hospitalar e da rede em geral que atende esse público específico. A capacitação traz informações e orientações sobre o atendimento às pessoas com estomia, com epidermólise bolhosa, que é uma doença rara, e neste ano também abordamos as doenças inflamatórias intestinais, com foco na promoção e prevenção em saúde.”
Segundo Jaqueline, a inclusão das doenças inflamatórias intestinais na programação busca ampliar o conhecimento dos profissionais sobre a identificação precoce dos sintomas e evitar a evolução do quadro clínico. Ela ressalta que um dos principais desafios enfrentados pelo sistema de saúde catarinense é a grande rotatividade de profissionais, especialmente nos pequenos municípios. “Santa Catarina possui muitos municípios pequenos e há uma rotatividade muito grande de profissionais. Muitas vezes, eles não têm contato frequente com esses pacientes e acabam se sentindo despreparados quando precisam atendê-los.”
Outro ponto apontado pela gestora refere-se às dificuldades relacionadas ao armazenamento dos insumos, à orientação adequada dos pacientes e ao incentivo ao autocuidado. “Estamos realizando o monitoramento dos serviços de estomia nos municípios e identificamos algumas dificuldades, tanto no armazenamento quanto na orientação aos pacientes. Por isso, pretendemos reforçar ainda mais a capacitação prática dos profissionais, especialmente no manuseio dos equipamentos e nas orientações específicas.” Jaqueline também destacou que o atendimento às pessoas com estomia exige uma abordagem multiprofissional. “Esse paciente chega fragilizado e necessita de diversos cuidados. Muitas vezes, ele precisa do acompanhamento de nutricionistas, psicólogos e de toda uma rede de apoio familiar. Esse é um dos grandes desafios, principalmente nos municípios menores, para garantir um atendimento integral.”
O seminário conta com o apoio da Escola do Legislativo da Alesc e é realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Fonte: Assembleia SC



















