COMBATEOperação prende dez advogados na Bahia por ligação com facções criminosas

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Uma operação realizada nesta sexta-feira (3) na Bahia resultou na prisão de dez advogados e 12 detentos, além do cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. A ação, denominada Operação Sintonia de Gravata, visa desarticular um esquema que conecta facções criminosas ao sistema prisional baiano.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis e executados em seis cidades: Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Serrinha e Barreiras. Durante as diligências, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos que podem auxiliar nas investigações.

Inicialmente, nove advogados foram localizados e presos. O décimo foi encontrado no final da tarde, escondido em uma residência em Marcionílio Souza, no interior do estado. Todos são acusados de atuar em favor de líderes de organizações criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Bonde do Maluco (BDM).

Entre os alvos, está Maria Tereza Novaes Martins, que supostamente prestava serviços a Victor de Freitas Silva, conhecido como “Da Jega”, chefe do CV em Feira de Santana. Izabela da Silva de Oliveira é suspeita de defender Averaldo Ferreira da Silva Filho, o “Averaldinho”, liderança do BDM em Salvador.

Outros advogados presos incluem Luan Mascarenhas de Souza, que atuava para Francisleno de Jesus Nunes; Icaro Cardoso Viana, ligado a Gleidson Bomfim do Nascimento, Ademilton Mercês Alves e Délcio Douglas Silva Oliveira (conhecido como “Vaqueiro”, do BDM); e Luã Santos da Costa, que defendia Leandro da Conceição Santos Fonseca (Léo Gringo) e Wesley Willian Alves dos Santos.

Fernanda Oliveira Borges é suspeita de prestar serviços a Marlos Araújo Souza Junior, vinculado ao Terceiro Comando Puro (TCP), em Senhor do Bonfim. Tamires Felix Alves Silva atuaria para “Vaqueiro”, do BDM, enquanto Maria Mariana Batista de Oliveira defendia Fabio Santana Oliveira (“Panda”), José Lucas Silva Rocha (“Índio”) e Victor de Freitas Silva.

Dois advogados, Raiza da Silva e Joanderson Almeida dos Santos, tiveram a prisão decretada, mas não se sabe para quais clientes atuavam. Nenhum dos profissionais presos possui advogado constituído até o momento.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), as investigações revelaram a existência de facções estruturadas que atuam no tráfico de drogas, posse de armas e articulação entre presos e membros em liberdade. Esses grupos utilizavam um sofisticado sistema de comunicação clandestina, permitindo que líderes encarcerados continuassem a comandar as operações criminosas.

Os promotores destacaram que os advogados abusavam de suas prerrogativas profissionais para burlar o isolamento imposto a detentos de segurança máxima. Eles seriam responsáveis por transmitir ordens, consolidar decisões e monitorar atividades ilícitas, atuando como intermediários entre os chefes presos e os integrantes soltos.

A operação representa um duro golpe contra as facções que agem dentro e fora dos presídios baianos. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o conhecimento sobre o esquema.

As informações são do portal de notícias g1.

Fonte: O Sul

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