O preço internacional do petróleo registrou forte alta nesta quarta-feira, impulsionado pelo agravamento das hostilidades militares no Oriente Médio e pelo recrudescimento da crise diplomática entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, principal referência global, avançou mais de 3% nas primeiras horas de negociação, rompendo a marca de US$ 95 — patamar que não era visto desde o início de junho. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, também acompanhou o movimento e passou a ser negociado acima dos US$ 85.
O salto nas cotações ocorre após a décima primeira noite consecutiva de bombardeios americanos contra alvos militares iranianos. Em resposta, Teerã intensificou seus ataques contra instalações e posições estratégicas de aliados dos EUA na região do Golfo Pérsico, elevando o temor de uma interrupção no fluxo de suprimento de petróleo bruto vindo da área.
A escalada de retaliações entre as duas nações acendeu o alerta entre analistas e investidores, que passaram a precificar o risco de uma paralisação física da oferta de petróleo. Kathleen Brooks, estrategista da corretora XTB, destacou que a forte valorização da commodity acontece depois que o presidente americano Donald Trump declarou, na terça-feira, não ter interesse em negociar com o Irã.
“A alta do petróleo se intensificou após Trump minimizar a possibilidade de novas conversas com os iranianos. Ele também sinalizou que pretende ampliar as tensões e atacar a montanha Pickaxe, que abriga uma instalação nuclear subterrânea iraniana”, analisou Brooks. O cenário de incerteza geopolítica mantém os mercados em alerta, com a possibilidade de novos choques de oferta nos próximos dias.
Fonte: Metrópoles


























