Uma nova revelação sobre o ator Marco Furlan, detido em flagrante no último domingo (2) por suspeita de estupro de vulnerável, veio à tona. Em um site de relacionamentos, o artista mantinha uma conta ativa na qual se apresentava como solteiro e manifestava interesse em um compromisso sério, com exclusividade.
Na página, Furlan exibia várias fotografias e escreveu que estava à procura de uma relação monogâmica. Ele também ressaltava que não era um perfil falso e sugeria que possíveis interessadas poderiam solicitar uma chamada de vídeo para confirmar sua identidade, finalizando com um convite: “Se for do bem, bora conversar”.
O perfil no aplicativo contrasta com a versão apresentada pelo ator à polícia. Ao ser interrogado, ele alegou que teria confundido a criança de 5 anos, que está no espectro autista, com sua namorada. Entretanto, o colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, apurou que testemunhas do evento afirmam que Furlan estava sozinho na festa.
Após a prisão, familiares do ator agiram rapidamente para desativar suas redes sociais. Um advogado compareceu à delegacia e obteve as senhas das contas no Instagram, Facebook e X (antigo Twitter), que foram encerradas. Somente o perfil no site de relacionamentos permaneceu no ar, segundo relatos de pessoas próximas, que disseram que ele não conseguia lembrar o código de acesso daquele serviço.
O caso ocorreu durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Furlan participava da celebração por ser primo da aniversariante, que tem amizade com a mãe do menino. A festa se estendeu até altas horas, e em certo momento a vítima foi levada para um dos quartos da casa para dormir.
Inicialmente, o artista declarou que havia consumido bebida alcoólica, passou mal e, ao entrar no cômodo, teria confundido a criança com a parceira. Já na audiência de custódia, ele optou por permanecer calado. A Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva, ou seja, ele continuará detido enquanto o inquérito estiver em andamento.
Após o ocorrido, a vítima foi submetida a exames no Instituto Médico-Legal (IML). O laudo pericial apontou lesões compatíveis com violência sexual, incluindo dilaceração anal, o que reforça as suspeitas contra o ator.
Se condenado, Furlan poderá enfrentar uma pena que chega a até 40 anos de reclusão. A pouca idade da vítima, sua condição de extrema vulnerabilidade e a gravidade das lesões são fatores que podem influenciar a decisão dos magistrados, levando a uma eventual punição mais severa.
Fonte: Metrópoles
























