O Ministério Público Federal (MPF) em Santa Catarina expediu, na quinta-feira (6), uma recomendação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos para que adote providências urgentes com o objetivo de eliminar as filas excessivas e a demora no atendimento em uma unidade localizada no bairro Ingleses, em Florianópolis. A medida foi tomada após uma investigação que apontou esperas que frequentemente ultrapassam duas horas, situação que se arrasta por anos.
No documento, o MPF estipula prazos: a empresa tem dez dias para confirmar se aceita a recomendação e apresentar as primeiras ações. Além disso, recebeu 30 dias para resolver os problemas identificados e apresentar evidências das melhorias implementadas. A estatal foi notificada formalmente e precisa responder dentro do período estipulado.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa dos Correios não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação da companhia.
A investigação começou a partir de uma representação encaminhada ao órgão, que relatava a formação de longas filas e tempos de espera de mais de duas horas na agência dos Ingleses. O autor da queixa destacou que o problema persiste por vários anos, prejudicando a qualidade do serviço público oferecido à população da região.
A denúncia também mencionava a possibilidade de redução no número de funcionários na unidade, o que, segundo o representante, poderia agravar a situação. No processo, ele forneceu fotografias que mostram o grande número de pessoas aguardando atendimento.
Durante a apuração, os Correios admitiram que a procura pela agência é alta. A empresa informou que somente no primeiro semestre de 2026 foram registrados mais de 18 mil atendimentos presenciais, incluindo serviços postais, financeiros e outras soluções. A estatal afirmou que monitora seus indicadores e aplica ações de gestão para melhorar o serviço.
O MPF, contudo, reforça que cabe à empresa planejar sua estrutura para atender adequadamente a demanda, evitando que os usuários enfrentem esperas incompatíveis com os princípios de eficiência e continuidade do serviço público.
O órgão ministerial baseia sua recomendação no Código de Defesa do Consumidor, que determina que empresas públicas e concessionárias devem oferecer serviços adequados, eficientes, seguros e contínuos. Para o MPF, a agilidade no atendimento e a diminuição do tempo de espera são direitos fundamentais dos consumidores, garantidos pela legislação.
Fonte: NSC Total


























