REGIME AUTORITÁRIOFlávio critica Moraes por veto a visita a Bolsonaro no Dia dos Pais

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, manifestou-se neste sábado, 8, contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vetou a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo de Dia dos Pais. Em publicação nas redes sociais, Flávio classificou a medida como arbitrária e afirmou que a família foi privada de um momento de convivência afetiva.

“Moraes impediu que eu e meus irmãos visitássemos nosso pai justamente na data dedicada aos pais”, escreveu o senador. Ele também criticou as condições impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde março. “Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar os filhos”, acrescentou, encerrando com a declaração: “Isso tem dia e hora para acabar!”

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, concedida por Moraes inicialmente por 90 dias, para que pudesse se recuperar de uma broncopneumonia. Em julho, o ministro prorrogou a medida, citando a necessidade de continuidade do tratamento de saúde.

A restrição a Flávio, no entanto, não é nova. Desde 13 de julho, ele já estava proibido de se encontrar com o pai por um período de 90 dias, após publicar uma carta de Bolsonaro nas redes sociais. O conteúdo, divulgado em 11 de julho, manifestava apoio à pré-candidatura presidencial do senador. Moraes entendeu que a publicação descumpria as regras impostas ao ex-presidente, que não pode usar redes sociais nem por meio de terceiros.

Poucos dias depois, em 17 de julho, o ministro ampliou as restrições: suspendeu por 30 dias todas as visitas a Bolsonaro, exceto de médicos, fisioterapeutas e advogados, e proibiu encontros com finalidade político-eleitoral até o término das eleições. A decisão mais recente, que atinge o Dia dos Pais, foi recebida por aliados como mais um capítulo da tensão entre o ex-presidente e o STF.

Diante do cenário, Flávio Bolsonaro sinaliza que pretende manter a agenda política e seguir com a pré-campanha, enquanto a defesa do ex-presidente avalia os próximos passos jurídicos. A expectativa é que novas manifestações ocorram nos próximos dias, tanto no âmbito judicial quanto no discurso público.

Fonte: Revista Oeste

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