O Botafogo até se esforçou, mas não conseguiu reverter a desvantagem imposta no jogo de ida. Na noite desta quinta-feira (20), no estádio Nilton Santos, o Glorioso venceu o Cienciano, do Peru, por 1 a 0, com gol marcado ainda no início da partida por Danilo Pereira. O resultado, porém, não foi suficiente para evitar a eliminação na Copa Sul-Americana, já que no confronto de ida, realizado em Cusco, o time brasileiro havia sido goleado por 6 a 1.
Com o placar agregado em 6 a 2, o sonho do título continental chega ao fim para o Alvinegro. Agora, o foco se volta integralmente para o Campeonato Brasileiro, onde a equipe enfrenta o Athletico-PR na próxima segunda-feira (24), novamente em casa. Já o Cienciano garantiu vaga nas quartas de final e vai encarar o Montevideo City Torque, do Uruguai.
O jogo começou com o Botafogo mostrando volume de jogo e buscando pressionar o adversário desde os primeiros minutos. A postura era reflexo da necessidade de reverter uma diferença considerável de gols. Aos dez minutos, veio o alívio: após bela assistência de Álvaro Montoro, Danilo Pereira apareceu bem e mandou para o fundo da rede, abrindo o placar no Nilton Santos.
Mesmo com a vantagem parcial construída cedo, o time comandado pelo técnico interino Rodrigo Bellão criou inúmeras oportunidades para aumentar o marcador e encostar no placar agregado. Arthur Cabral, por exemplo, teve duas chances claras de gol. Em uma delas, ficou cara a cara com o goleiro Espinoza, mas não conseguiu superar o arqueiro; na outra, não alcançou a bola, que foi cortada em cima da linha pelo zagueiro adversário.
Outro lance de perigo foi com Vitinho, que, dentro da pequena área, finalizou por cima do gol. A pressão era grande, mas o gol da virada no placar agregado não saía. O Cienciano, por sua vez, pouco se preocupou em atacar, priorizando a defesa da vantagem conquistada em casa.
O Botafogo ainda teve um gol anulado ainda na primeira etapa. O árbitro paraguaio Juan Benítez marcou toque de braço em Danilo após revisão do VAR, invalidando o lance. A arbitragem, aliás, voltou a ser protagonista no início do segundo tempo, em um momento que mexeu com o emocional da equipe e da torcida, desencadeando a frustração que se seguiu.
Logo aos três minutos da etapa complementar, o árbitro assinalou pênalti em cima de Alex Telles. Porém, após consulta ao VAR, ele voltou atrás e anulou a marcação, apontando uma falta de Vitinho no início da jogada. A decisão causou grande irritação no time brasileiro e na torcida, que passou a vaiar os atletas e a arbitragem.
A partir daí, o Botafogo desapareceu em campo. Os jogadores demonstraram desânimo e a equipe sofreu com erros de passes no meio-campo, perdendo a criatividade e a força ofensiva que haviam sido apresentadas no primeiro tempo. Poucas chances de gol foram criadas e o time não conseguiu construir uma reação, limitando-se a tocar a bola sem profundidade.
A torcida, que compareceu em bom número ao Nilton Santos com mais de 22 mil presentes, apoiou o time do início ao fim. No entanto, a desilusão tomou conta das arquibancadas, que chegaram a vaiar atletas como Medina e Danilo ao longo do segundo tempo, além de cobrar mais raça e eficiência do elenco.
A avaliação geral é que o Botafogo pecou na finalização. Arthur Cabral foi um dos principais personagens da noite, mas pelos gols perdidos do que pelo desempenho. O trio de meio-campo formado por Huguinho, Danilo e Cristian Medina também ficou abaixo do esperado, tendo dificuldades para criar jogadas e desafogar o ataque.
Outro ponto negativo foi a ausência de um camisa 9 mais eficiente. Apesar do apoio da torcida e da postura aguerrida em campo, faltou futebol para reverter uma desvantagem construída no jogo de ida. Com isso, o Glorioso dá adeus à Sul-Americana e agora se concentra em melhorar seu desempenho no Campeonato Brasileiro, onde ainda busca uma reação na tabela.
O confronto de volta contra o Cienciano marcou também a despedida do técnico Franclim Carvalho, que havia sido demitido após o resultado adverso no Peru, e a sequência de jogos será comandada provisoriamente por Rodrigo Bellão até a chegada de um novo treinador.
Fonte: Lance


























