AJUDA HUMANITÁRIABrasil envia ajuda humanitária à Venezuela após terremoto de magnitude 7,1

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A Força Aérea Brasileira (FAB) deu início nesta sexta-feira (26) a uma missão humanitária destinada a auxiliar a Venezuela, país atingido por um forte terremoto na última terça-feira (23). Um avião KC-390 Millennium partiu da Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo, levando equipes especializadas em busca e salvamento, além de toneladas de materiais essenciais para as operações de resgate.

De acordo com a FAB, a aeronave pertence ao Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), também conhecido como Esquadrão Zeus. A decolagem ocorreu às 13h20, horário de Brasília, com destino à Base Militar El Libertador, da Força Aérea Venezuelana, localizada na cidade de Maracay.

A carga transportada inclui aproximadamente 12 toneladas de materiais de apoio, utilizados em situações de emergência. Além disso, profissionais qualificados embarcaram para atuar diretamente nas regiões mais afetadas pelo desastre natural.

A missão brasileira é composta por bombeiros militares de diversos estados, agentes da Defesa Civil e especialistas em telecomunicações. Um total de 13 bombeiros e dois cães farejadores vieram de Minas Gerais, outros 13 bombeiros e dois cães de São Paulo, além de dez bombeiros e dois cães do Paraná.

Também integram a equipe quatro representantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e quatro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os cães farejadores serão empregados na localização de possíveis sobreviventes que estejam sob os escombros de edificações desabadas pelo tremor.

A operação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Essa mobilização faz parte da resposta humanitária do governo brasileiro diante da tragédia venezuelana e está alinhada aos esforços internacionais para prestar assistência às vítimas e buscar desaparecidos.

Além dos bombeiros militares, a missão inclui profissionais da Sedec e técnicos da Anatel, que atuarão no restabelecimento das comunicações nas áreas atingidas. O terremoto que devastou parte da Venezuela teve magnitude 7,1 e ocorreu no fim da tarde da última quarta-feira (24). Imagens feitas por moradores mostram edifícios colapsados, densas nuvens de fumaça e pessoas correndo pelas ruas de Caracas, tentando se afastar das zonas de risco.

O epicentro do abalo sísmico foi registrado próximo à cidade de Morón, no norte do país, mas os tremores foram sentidos com intensidade na capital venezuelana. Em um dos vídeos, um homem aparece com dois cachorros no colo diante de um prédio visivelmente danificado.

As gravações também revelam momentos de pânico entre a população, que buscou abrigo em áreas abertas com medo de novos tremores. Em diversos pontos da cidade, nuvens de poeira e fumaça encobriram o horizonte após estruturas serem destruídas pela força do sismo.

O balanço mais recente das autoridades indica pelo menos 884 mortos e mais de 3 mil feridos. Uma plataforma criada para registro de desaparecidos aponta que cerca de 40 mil pessoas estão sumidas.

Na verdade, foram dois terremotos em sequência: um de magnitude 7,1 e outro de 7,5 na escala Richter. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de 21 quilômetros, considerada baixa para esse tipo de evento. Essa característica faz com que os abalos sejam percebidos com mais força nas áreas próximas ao epicentro.

Além da Venezuela, moradores de várias regiões da Colômbia relataram ter sentido o terremoto. O Serviço Geológico Colombiano (SGC) informou que o fenômeno ocorreu às 17h04, horário local, e destacou que a baixa profundidade ajudou na propagação dos tremores por uma área mais ampla.

Após o terremoto, o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso sobre a possibilidade de ondas perigosas em áreas costeiras num raio de até 300 quilômetros do epicentro. Entre as regiões monitoradas estão Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas.

Fonte: Metrópoles

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